Eduardo Riedel defende Tereza Cristina como vice de Flávio Bolsonaro apesar da neutralidade

O governador de Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel, manifestou, neste sábado (1º), sua insatisfação com a decisão da direção nacional do Progressistas (PP) de manter a neutralidade na disputa presidencial. A decisão impede que a senadora Tereza Cristina possa ser candidata a vice-presidente na chapa de Flávio Bolsonaro (PL). Durante convenção partidária realizada em Campo Grande, Riedel fez um apelo para que o partido reconsidere essa posição, destacando as qualidades da senadora.

Riedel não se deu por vencido e acredita na possibilidade de mudança na decisão do PP. Ele enfatizou que a senadora possui as credenciais necessárias para integrar a chapa presidencial e criticou a postura da direção nacional. "O Progressista não está em cima do muro (…) nós vamos brigar até terça-feira, meia-noite para que isso aconteça, Tereza", declarou o governador, referindo-se ao prazo para que Flávio Bolsonaro nomeie um vice, considerando que as convenções partidárias se encerram na quarta-feira (5).

Ao longo da convenção, o governador ressaltou a experiência e a capacidade de Tereza Cristina, afirmando que ela é uma das figuras públicas mais qualificadas para contribuir com o futuro do Brasil. Riedel destacou a importância de sua atuação e como ela pode ser vital para mudanças estruturantes no país. "A gente precisa muito da senadora Tereza nesse momento na majoritária nacional", afirmou.

O ex-governador Reinaldo Azambuja, também presente no evento, manifestou apoio à posição de Riedel, ressaltando a importância da união entre as forças políticas da centro-direita em Mato Grosso do Sul. Ele destacou que a coligação é essencial para pensar no futuro do Estado e do país. Azambuja, que é postulante ao Senado, concordou que a candidatura de Tereza Cristina à vice-presidência deve ser defendida com vigor.

Apesar das pressões, Tereza Cristina enfatizou que respeita a decisão do partido, mas reafirmou que a palavra final cabe ao PP. "Quero deixar clara a minha posição, mas é claro que o partido é quem pode decidir sim ou não", disse a senadora, que permanece atenta às movimentações políticas.

A convenção também formalizou a coligação liderada pela Federação União Progressista, que inclui Progressistas (PP) e União Brasil. Além disso, a coligação abrange PL, PSDB, MDB, Republicanos e Podemos, todos alinhados em torno da reeleição de Riedel. José Carlos Barbosa, conhecido como Barbosinha (Republicanos), foi confirmado como candidato a vice-governador, enquanto Reinaldo Azambuja (PL) e Capitão Contar (PL) foram oficializados como candidatos ao Senado.

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