Na tarde de 14 de julho, Giovanni Paroschi Jafar se apresentou na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac) em Campo Grande, Mato Grosso do Sul, para cumprir um mandado de prisão em aberto. A prisão está relacionada à Operação Gutenberg, que investiga um grupo criminoso responsável por fraudes na compra de livros paradidáticos por prefeituras no estado. Giovanni foi acompanhado pela advogada Fabiana Roberta Marinho Varela Trad e apresentou uma receita médica junto com medicação que deve ser administrada conforme a prescrição durante seu período de detenção.
O empresário deve passar por audiência de custódia no dia 15 de julho. As investigações, conduzidas pelo Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco), apontam que Giovanni e sua mãe, Rossana Paroschi Jafar, além de seus irmãos Felipe e Olívia, eram os verdadeiros proprietários da Editora Avante (Souza e Fanaia). Essa editora teria substituído a Gráfica e Editora Alvorada, que foi alvo da Operação Lama Asfáltica na década passada.
A Gráfica e Editora Alvorada era de propriedade de Mirched Jafar, que faleceu em 2021, e de sua esposa Rossana. As investigações revelam que o mesmo esquema de fraude aplicado pela Alvorada continuou com a Avante. Rhayane Souza Fanaia, ex-nora de Rossana, é mencionada como uma “testa de ferro” da empresa, sem responsabilidade real sobre os negócios.
Além de sua participação na Editora Avante, Giovanni e Felipe são donos da Gráfica e Editora CGR, que está localizada no mesmo endereço onde funcionava a Alvorada. As evidências apontam que, por meio da CGR, ambos recebiam pagamentos da Avante, uma estratégia utilizada para encobrir as transações realizadas em favor de sua mãe, Rossana.






