A exposição itinerante "Lida Pantaneira", do artista visual Hemerson Silva, foi realizada no MIRANTE dos Ipês, em Sidrolândia, no último sábado. O evento fez parte da programação do Festival de Inverno Rural e trouxe ao público uma série de obras que refletem o cotidiano pantaneiro, as tradições do homem do campo e os elementos que compõem a identidade cultural de Mato Grosso do Sul.
A iniciativa surgiu por meio de um convite da proprietária do MIRANTE dos Ipês, Irlanda Pereira, que propôs ao artista participar da atividade que visa fortalecer o turismo de experiência e as manifestações culturais da região. A série "Lida Pantaneira" representa uma pesquisa visual que busca registrar e preservar aspectos da cultura local através da pintura, onde cada tela transforma elementos da vida pantaneira em símbolos de MEMÓRIA coletiva.
As obras, que retratam cenas inspiradas em boiadeiros, trabalhadores rurais e a rica fauna e flora da região, buscam transmitir lembranças e referências culturais que perduram ao longo do tempo. Para Hemerson, a pintura é uma ferramenta de preservação simbólica, permitindo que tradições e modos de vida sejam transmitidos às novas gerações.
Hemerson Silva é reconhecido por sua abordagem vibrante e texturizada ao retratar o Pantanal, utilizando a técnica da espátula, que confere profundidade e movimento às suas composições. Ao longo de sua carreira, suas obras passaram a valorizar personagens frequentemente marginalizados, destacando a importância da cultura regional como um patrimônio vivo.
A CURADORIA da exposição ficou a cargo de Sueli Moreira Silveira, que trabalhou para construir uma narrativa que conecta as obras ao espaço expositivo e à experiência do público. A proposta curatorial visa criar laços entre diferentes universos, unindo arte contemporânea, cultura rural e MEMÓRIA afetiva, permitindo que cada visitante encontre suas próprias conexões nas pinturas.
O MIRANTE dos Ipês, conhecido por suas deslumbrantes paisagens e vista privilegiada da área, se tornou parte essencial da narrativa artística da mostra. A interação entre as obras e a paisagem local proporcionou uma experiência imersiva, onde os visitantes puderam observar nas telas aspectos da realidade que se desdobrava ao seu redor.






