Fronteira entre Brasil, Peru e Colômbia terá vacinação contra sarampo neste sábado

Quatro municípios do Amazonas localizados na tríplice fronteira entre Brasil, Peru e Colômbia recebem neste sábado (7) uma mobilização de vacinação contra o sarampo. A ação ocorre em Tabatinga, Benjamin Constant, São Paulo de Olivença e Atalaia do Norte. Segundo o Ministério da Saúde, a estratégia é feita em parceria com os governos locais e busca ampliar a proteção da população diante do avanço da doença nas Américas, inclusive em países vizinhos ao Brasil.

Equipes estarão em unidades de saúde e em locais de grande circulação, como portos, feiras, escolas e estabelecimentos comerciais. Também estão previstas visitas domiciliares, com foco em comunidades ribeirinhas e áreas indígenas. A mobilização conta com o apoio dos distritos sanitários especiais indígenas Alto Rio Solimões e Vale do Javari e das Casas de Saúde Indígena (Casai).

Nos quatro municípios, todas as pessoas a partir dos 6 meses de vida podem receber a vacina, independentemente do histórico vacinal. Crianças de 6 a 11 meses e 29 dias recebem a dose zero, que não substitui as doses previstas no calendário de rotina. A partir dos 12 meses, deve ser seguido o esquema recomendado para cada idade.

O Ministério da Saúde informou que disponibilizou 500 mil doses da vacina tríplice viral ao Peru, que registra mais de 2 mil casos em 2026 e está entre os países com maior número de notificações nas Américas. O envio está previsto para os próximos dias. A Colômbia confirmou 17 casos neste ano. O Brasil permanece livre da circulação endêmica do sarampo desde 2024, mas confirmou 65 casos importados em 2026, dos quais 21 no Amazonas, em municípios da faixa de fronteira. A maioria ocorreu em Tabatinga (9) e Benjamin Constant (6), além de Atalaia do Norte (2) e São Paulo de Olivença (4).

Em 2025, a cobertura vacinal contra o sarampo no Amazonas chegou a 89,7% para a primeira dose e 76% para a segunda. No mesmo período, os índices nacionais foram de 93,15% e 78,61%, respectivamente. Em 2019, o país chegou a registrar mais de 20 mil casos da doença.

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