Uma jovem gestante, de 23 anos, está internada há mais de três dias no Hospital Universitário Maria Aparecida Pedrossian (Humap-UFMS), localizado em Campo Grande, aguardando a realização de uma cesariana. A situação se agrava, pois a unidade não estaria autorizando o procedimento cirúrgico devido à falta de leitos e à superlotação que enfrenta.
O marido da paciente, Diego da Silva Samuel, de 27 anos, explicou que a esposa foi internada na segunda-feira (1º) após um encaminhamento médico para o acompanhamento de uma gravidez considerada de alto risco. O bebê da gestante se encontra no percentil 5 de crescimento, e mesmo após vários dias de internação, ainda não houve definição sobre a cirurgia necessária.
Diego relatou que sua esposa está internada desde as 14h do dia 23 e, apesar da gestação de alto risco, a equipe médica continua adiando a realização da cesariana. Ele afirmou que, constantemente, recebe a informação de que há outras pacientes à frente e que sua esposa é a última na fila para o procedimento. "A cada momento, dizem que ela precisa esperar porque há mais pacientes com prioridade", destacou.
De acordo com o relato do marido, a situação nos corredores do hospital é preocupante, com gestantes e mães com recém-nascidos aguardando atendimento em condições precárias. Ele mencionou que a esposa passou a noite em uma cadeira dura devido à falta de leitos e que havia mães com bebês nos corredores. "A situação é alarmante. Eles informam apenas que não há vagas disponíveis", disse.
Inicialmente, a família foi orientada sobre a possibilidade de indução do parto normal, mas Diego ressaltou que sua esposa prefere a cesariana devido às dores intensas e ao fato de que a criança ainda não está encaixada para o nascimento. "A equipe quer que ela tente a indução. Se não funcionasse, fariam a cesariana. Mas ela está sentindo muita dor e a criança não está pronta", explicou.
Outro ponto destacado pela família é a informação de que a paciente poderia perder o leito se não aceitasse a indução. "Disseram que, se ela não aceitar, terá que liberar o leito para outra paciente. E não querem colocá-la na lista para a cesariana", completou Diego.






