O Governo de Mato Grosso do Sul promove uma agenda voltada ao fortalecimento das comunidades quilombolas, na véspera do 13 de Maio, data que simboliza a assinatura da Lei Áurea e a luta pela liberdade da população negra. O evento intitulado “MS Sem Racismo: Territórios Quilombolas em Evidência” acontecerá na terça-feira (12), em Campo Grande, das 7h30 às 16h30, e contará com a participação de lideranças quilombolas, gestores envolvidos na Promoção da Igualdade Racial, conselhos e movimentos sociais.
A atividade faz parte do Plano de Metas Antirracistas do programa MS Sem Racismo, que busca articular Políticas Públicas visando à promoção da equidade racial, desenvolvimento econômico, cultura, turismo, agricultura familiar e a preservação do patrimônio histórico das comunidades tradicionais. O evento também serve para revisitar a história do 13 de Maio, refletindo sobre as desigualdades que persistem e a necessidade de Políticas Públicas que garantam direitos e justiça social.
Entre as atrações programadas, destacam-se o lançamento do Painel Quilombola do Observatório da Cidadania, a primeira edição do Guia Isto é MS – Afroturismo, e a exibição do documentário Pantanal Negro. O evento ainda contará com a apresentação do tombamento do Quilombo Tia Eva pelo IPHAN, além de iniciativas voltadas para o fomento cultural e o fortalecimento da agricultura familiar quilombola.
Outro ponto importante da programação é a realização do 1º Fórum Quilombola de Mato Grosso do Sul, que servirá como um espaço oficial para articulação política e construção de propostas direcionadas às comunidades quilombolas do Estado. Para Deividson Silva, subsecretário de Políticas Públicas para Promoção da Igualdade Racial, a escolha da data é simbólica, refletindo um compromisso com a transformação social.
Com essa iniciativa, o Governo de Mato Grosso do Sul busca não apenas lembrar a importância histórica do 13 de Maio, mas também destacar a luta contínua das comunidades quilombolas e a necessidade de ações efetivas que promovam a inclusão e a garantia de direitos. O evento representa um passo significativo na valorização da ancestralidade e na construção de um futuro mais igualitário para todos.






