Na quinta-feira (25), um homem de 46 anos foi preso pela Polícia Civil em Fátima do Sul, Mato Grosso do Sul, após ser identificado como condenado a 60 anos de prisão por incendiar uma residência em Santos, São Paulo, resultando na morte de duas pessoas. A detenção ocorreu em um sítio localizado na 9ª Linha, no distrito de Culturama.
Além da condenação, o suspeito enfrentava um mandado de prisão preventiva relacionado a uma investigação por violência doméstica. Durante a abordagem policial, ele não apenas desobedeceu às ordens da equipe, mas também tentou escapar, adentrando um milharal próximo ao local. A Polícia Civil relatou que, durante a fuga, o homem ameaçou e desacatou os investigadores, resistindo à prisão e tentando tomar a arma de um dos policiais.
Esse comportamento resultou em várias acusações, incluindo resistência, desobediência, desacato, ameaça a agentes públicos, lesão corporal, difamação contra funcionário público e falso alarme. As investigações se intensificaram após o homem publicar vídeos nas redes sociais, onde fazia ameaças a autoridades, declarando que “exterminaria toda a cidade de Fátima do Sul”. As postagens geraram preocupação entre os moradores, especialmente porque ele havia atuado como motorista profissional no transporte de combustíveis inflamáveis.
Os investigadores descobriram, no entanto, que a fotografia utilizada nas publicações era antiga e que ele não mantinha vínculos com a empresa de transporte de combustíveis desde o início do ano. A condenação a 60 anos de reclusão está ligada a um crime cometido em 2005, quando o homem ateou fogo em uma casa em Santos, onde cinco pessoas estavam, incluindo uma criança de três anos. As vítimas foram Sandra de Souza Cordeiro e Maurício Cordeiro dos Santos.
Apesar de ter cumprido cerca de 25 anos da pena, ainda restam mais de 34 anos a serem executados. Após sua prisão, a Polícia Civil também solicitou a conversão da prisão em flagrante em prisão preventiva, considerando a gravidade das ações do detido, a violência utilizada contra os agentes e o risco que ele representa, dado seu histórico criminal.






