Idosa é encontrada morta em Ribas do Rio Pardo, a segunda em menos de um dia

Uma nova tragédia foi registrada Em Mato Grosso do Sul com a morte de uma idosa encontrada sem vida em sua casa na manhã desta segunda-feira (29). Identificada como Maria José de Oliveira Beserra, de 71 anos, a vítima foi assassinada a facadas em sua residência, localizada na Rua Benvindo Fogaça, em Ribas do Rio Pardo, a menos de 100 quilômetros de Campo Grande.

As equipes da Polícia Militar foram acionadas e, ao chegarem ao local, encontraram Maria José caída ao lado de sua cama, com múltiplos ferimentos. A idosa, que morava sozinha, era uma figura conhecida e respeitada na comunidade, sendo considerada uma moradora ilustre. A perícia foi chamada para realizar os levantamentos necessários à investigação do caso, que ainda não tem suspeitos identificados.

Este crime ocorre em um contexto alarmante de violência contra a mulher no estado. Se a morte de Maria José for confirmada como um feminicídio, este será o 14º caso registrado em 2026. Até o início de junho, Mato Grosso do Sul contabilizava 13 feminicídios. O primeiro caso do ano aconteceu em 16 de janeiro, na aldeia Damakue, em Bela Vista, onde Josefa dos Santos, de 44 anos, foi morta a tiros pelo marido, que posteriormente cometeu suicídio.

Outros casos de feminicídio também foram registrados ao longo do ano, como o assassinato de Rosana Candia Ohara, de 62 anos, que foi morta a pauladas pelo companheiro em Corumbá, e o caso de Nilza de Almeida Lima, de 50 anos, que foi morta a facadas em Coxim, supostamente pelo próprio filho. Além disso, Beatriz Benevides da Silva, de 18 anos, foi assassinada em Três Lagoas, onde seu namorado confessou o crime.

As estatísticas de violência contra a mulher Em Mato Grosso do Sul são preocupantes, e a sociedade é convocada a agir. A denúncia de qualquer tipo de violência, seja física, psicológica, sexual, moral ou patrimonial, é fundamental. Os números para denúncia são 180 (Atendimento à Mulher), 190 (Polícia Militar) e 153 (Guarda Civil Metropolitana). O sinal 'X' vermelho escrito na mão é um alerta que a vítima deseja fazer, e é importante que a comunidade esteja atenta e ajude a acionar as autoridades competentes.

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