Iniciativa promove empreendedorismo feminino em Campo Grande

Campo Grande, ao completar 127 anos, demonstra que mudanças significativas podem surgir de iniciativas simples. A Sala da Mulher Empreendedora, situada Dentro da Secretaria Executiva da Mulher (Semu), tem se destacado como um espaço que reúne orientação, capacitação e formalização, facilitando o caminho para muitas mulheres que buscam transformar suas habilidades em negócios. Em 2023, mais de 500 mulheres já foram atendidas, de acordo com dados do Sebrae-MS.

Essa estrutura, pioneira no Centro-Oeste e a terceira do Brasil, evidencia a importância de concentrar serviços e informações em um único local, o que tem se mostrado eficaz para impulsionar o empreendedorismo na cidade. A Sala oferece gratuitamente serviços de formalização de microempreendedores individuais (MEI), regularização e alterações no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ), além de suporte em questões relacionadas ao gov.br e capacitações em diversas áreas.

Os Dados da Receita Federal, divulgados pelo Sebrae, revelam que as mulheres representam 44,8% dos microempreendedores individuais em Campo Grande. Em maio de 2025, a Capital contava com 68.676 MEIs ativos, dos quais mais de 30 mil eram mulheres. Esses números refletem não apenas a relevância da iniciativa, mas também a necessidade de aproximar informações essenciais das mulheres empreendedoras.

Angélica Fontanari, secretária-executiva da Mulher, ressalta que a Sala da Mulher Empreendedora integra um projeto mais amplo de fortalecimento da autonomia econômica feminina. Para muitas mulheres, a jornada começa com capacitações em temas como gestão financeira, técnicas de vendas e comércio eletrônico, antes de avançar para a formalização. Um relato marcante foi o de uma manicure que, após atendimento, saiu formalizada e com a sensação de proteção.

A formalização é vista pela Semu como um meio de garantir maior segurança profissional e possibilitar que mulheres construam sua autonomia financeira. Dados da secretaria indicam que 25% das mulheres atendidas na Casa da Mulher Brasileira eram totalmente dependentes financeiramente de seus agressores, evidenciando a ligação entre geração de renda e o rompimento de ciclos de violência.

Sandra Amarilha, diretora-técnica do Sebrae-MS, enfatiza a importância de reunir diversas etapas do empreendedorismo em um único espaço. A Sala da Mulher Empreendedora surgiu com a compreensão de que empreender pode ser uma ferramenta de autonomia, especialmente para aquelas que enfrentaram ou ainda enfrentam situações de violência. O empreendedorismo, portanto, é visto como um caminho significativo para a emancipação feminina.

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