O governo alemão, em colaboração com o Brasil, lançou duas chamadas públicas por meio do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) e da Agência alemã de Cooperação Internacional (GIZ). Essas iniciativas têm como alvo empresas do setor industrial que apresentam altas emissões de gases de efeito estufa (GEE). A Federação das Indústrias do Estado do Mato Grosso do Sul (Fiems) esclarece que os programas se complementam: um orienta sobre a redução de emissões, enquanto o outro ajuda na adaptação às taxas impostas pela União Europeia (UE).
As inscrições para o Programa Inovação para Descarbonização Profunda de Indústrias de Aço e Cimento (Induz) estão abertas até o dia 24 de agosto. Este programa oferece a elaboração gratuita de roadmaps de descarbonização para empresas dos setores de aço e cimento. Paralelamente, o projeto Fit for Carbon Pricing, que já está em operação na Turquia, tem inscrições até 28 de agosto e oferece suporte a empresas que já exportam para a UE ou desejam iniciar essas exportações, ajudando-as a se ajustarem ao novo sistema de precificação de carbono.
O financiamento das chamadas é proveniente da Iniciativa Internacional de Proteção Climática (IKI), coordenada pelo governo alemão e em parceria com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) do Brasil, com o apoio do Senai. O programa Induz, por exemplo, possibilita que as empresas realizem um inventário de suas emissões, contribuindo para a conformidade com as novas políticas climáticas da UE, que incluem o pacote





