A chegada do inverno Em Mato Grosso do Sul, que se iniciou oficialmente ontem, traz alívio momentâneo após meses de calor intenso, mas também levanta preocupações em relação à saúde da população. Especialistas destacam que a baixa umidade do ar, as oscilações de temperatura e a FUMAÇA das QUEIMADAS, que tendem a se intensificar nos próximos meses, podem resultar em um aumento significativo nos casos de doenças respiratórias. Este ano, o cenário pode ser ainda mais complicado devido à previsão do fenômeno El Niño, que está associado ao aquecimento das águas do Oceano Pacífico e pode interferir no regime de chuvas e nas temperaturas em várias regiões do mundo.
De acordo com o boletim climático trimestral do Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima de Mato Grosso do Sul (Cemtec-MS), a expectativa é de chuvas acima da média entre julho e setembro. No entanto, os volumes previstos ainda são considerados baixos para o período, que corresponde à estação seca. Isso significa que o estado deverá enfrentar longos períodos sem precipitações e índices reduzidos de umidade relativa do ar.
Priscila Vidal, docente do curso de Enfermagem da Estácio, alerta que os efeitos do inverno vão além do desconforto proporcionado pelo frio. “O corpo humano depende de umidade para funcionar adequadamente. Quando o ar fica muito seco, as mucosas do nariz, da garganta e dos olhos perdem a capacidade de se proteger. As Unidades Básicas de Saúde e os prontos atendimentos enfrentam essa situação anualmente entre julho e setembro, e um inverno mais seco do que o normal resulta em um número maior de adoecimentos que poderiam ser evitados”, explica.
As mucosas desempenham um papel crucial como barreira natural contra agentes infecciosos e partículas do ambiente. Com o ressecamento, elas se tornam menos eficazes na filtragem do ar, o que propicia o surgimento de inflamações e infecções. Os sintomas mais frequentes associados à baixa umidade incluem dores de cabeça, irritação ocular, garganta seca, cansaço excessivo e dificuldades respiratórias.
Para minimizar os riscos, é recomendável que a população evite atividades ao ar livre em dias com alta concentração de FUMAÇA, mantendo portas e janelas fechadas durante os horários críticos e priorizando a ventilação nos períodos da manhã. Além disso, crianças, idosos e pessoas com condições respiratórias devem ser cautelosos ao praticar exercícios físicos em ambientes com qualidade do ar comprometida.
A identificação precoce de sinais de alerta é fundamental. Sintomas como falta de ar persistente, chiado no peito, febre alta, coloração arroxeada nos lábios ou unhas, e agravamento significativo dos sintomas respiratórios devem levar a pessoa a buscar atendimento MÉDICO imediatamente. Pacientes com doenças respiratórias ou cardiovasculares já existentes devem estar atentos e não esperar o agravamento dos sintomas para procurar ajuda.






