Irmãos Razuk e mais seis são indiciados por rifas ilegais na internet

Os Irmãos Razuk, juntamente com mais seis indivíduos, foram indiciados por sua participação em um esquema de rifas ilegais operadas pela internet. A investigação, conduzida pela Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes Cibernéticos (Dercc), faz parte da Operação 'Rodas da Sorte', que teve início em 18 de agosto. O esquema é liderado por Eduardo Razuk, um influenciador digital que possui milhões de seguidores e é baseado em Campo Grande.

Desde 2019, Eduardo Razuk teria promovido sorteios com fins lucrativos sem a devida autorização dos órgãos competentes. Durante o período da investigação, foram identificadas mais de 100 edições de rifas, cujos prêmios incluíam veículos de luxo, com valores variando entre R$ 500 mil e R$ 1 milhão, além de aparelhos celulares e quantias em dinheiro.

A partir de 2025, o grupo teria criado uma estrutura para dar uma aparência de legalidade aos sorteios. Uma empresa da Paraíba, que possuía autorização estadual para exploração lotérica, passou a ser apresentada como a organizadora dos sorteios, enquanto o influenciador era apenas o responsável pela divulgação. Contudo, a Polícia Civil afirma que as evidências coletadas indicam que Eduardo Razuk continuava a ser o principal responsável pela organização das rifas.

De acordo com os investigadores, essa estrutura foi criada para dificultar fiscalizações e investigações, além de transmitir a falsa impressão de que os sorteios eram legalizados. A empresa paraibana, apontada como possível fachada, foi investigada, e inconsistências foram encontradas em documentos enviados à autarquia lotérica da Paraíba, que estavam datados após o início da Operação 'Rodas da Sorte', mas faziam referência a sorteios realizados meses antes.

Durante a operação, foram cumpridos 13 mandados de busca e apreensão em locais como Campo Grande, João Pessoa, Campina Grande, Rio de Janeiro e Brasília. Além disso, a Justiça impôs medidas para bloquear milhões de reais em contas bancárias e restringir a movimentação de bens, incluindo mais de 20 veículos de luxo.

A investigação também revelou que mais de 30 sorteios ocorreram a partir de novembro de 2025. Os oito indiciados enfrentam acusações de lavagem de dinheiro, associação criminosa, publicidade enganosa e contravenção penal por exploração de loteria não autorizada. O inquérito foi concluído e agora está nas mãos das autoridades competentes para os próximos passos do processo, garantindo aos indiciados o direito à ampla defesa e à presunção de inocência.

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