Os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva, do Brasil, e Donald Trump, dos Estados Unidos, realizaram um encontro na Casa Branca nesta quinta-feira (7/5). A reunião, que durou cerca de uma hora, abordou temas como o combate ao crime organizado, questões comerciais e Minerais Críticos. Lula deixou a residência oficial brasileira às 12h (horário de Brasília) e chegou à Casa Branca por volta das 12h15.
Ao ser recebido por Trump na entrada, os dois líderes seguiram para o Salão Oval, onde se encontraram a portas fechadas. Embora estivesse prevista uma declaração conjunta para a imprensa após a reunião, a agenda foi alterada, e ambos os presidentes foram diretamente para o almoço. Fontes do governo brasileiro indicam que a declaração ainda deve ser feita após a refeição.
Uma mudança no protocolo de visitas foi solicitada por Lula, que pediu que a imprensa não participasse do início da reunião, o que foi aceito por Trump. Tradicionalmente, os jornalistas acompanham a abertura dos encontros, mas, desta vez, eles entrarão somente após a conversa entre os dois líderes.
Este encontro ocorre sete meses após a última reunião, realizada em outubro, na Malásia. O governo brasileiro tem priorizado discussões sobre uma proposta de cooperação no combate ao crime organizado, além de buscar a reversão de tarifas ainda pendentes que afetam setores da economia nacional. Outro ponto importante na pauta é a exploração de Minerais Críticos e terras raras, uma área na qual o Brasil possui grandes reservas e tem buscado fortalecer parcerias internacionais.
Na quarta-feira (6/5), a Câmara dos Deputados aprovou um projeto de lei que estabelece a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos, que agora segue para o Senado. Lula viajou aos Estados Unidos acompanhado de uma comitiva que inclui Dario Durigan, ministro da Fazenda; Mauro Vieira, ministro do Tesouro; e Jamieson Greer, chefe do USTR, órgão responsável pelo comércio exterior norte-americano.
Em dezembro, o governo brasileiro enviou ao Departamento de Estado uma proposta para reforçar a cooperação no combate ao crime organizado, que inclui medidas contra lavagem de dinheiro e tráfico internacional de armas. O foco da discussão durante a reunião deve ser essa proposta, que está sob análise do governo dos EUA. A expectativa é que Brasil e Estados Unidos avancem em um acordo de cooperação contra o crime organizado transnacional, um tema central nas conversas entre os dois líderes.






