Lula participa de entrega de títulos de terra em Ponta Porã com foco em desenvolvimento rural

A cerimônia de entrega de títulos de domínio aconteceu nesta quinta-feira (25) no Assentamento Itamarati, localizado em Ponta Porã. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) chegou ao evento com aproximadamente uma hora e 20 minutos de atraso e participou da entrega de 1.390 documentos a famílias assentadas em Mato Grosso do Sul. Durante o evento, o prefeito de Ponta Porã, Eduardo Campos (PSDB), foi o primeiro a discursar, enfatizando a importância da presença do presidente como um sinal de "reconhecimento, respeito e esperança" para as famílias que contribuíram para a história da região.

Eduardo Campos ressaltou que Ponta Porã não deve ser vista apenas como um limite geográfico, mas sim como um espaço de encontro, integração e desenvolvimento. Ele afirmou que a relação com o povo paraguaio é fundamental para fortalecer a economia local e gerar empregos. O prefeito também descreveu o Assentamento Itamarati como um exemplo da força do povo brasileiro e destacou que a titulação é uma conquista histórica e um sonho coletivo.

Na sequência, Cleiton Alexandre Valença, presidente da Arco Porã e ligado ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), usou a oportunidade para apresentar reivindicações dos trabalhadores do assentamento. As entregas de documentos beneficiarão não apenas o Itamarati, mas também os moradores dos assentamentos Nova Era, em Ponta Porã; Aldeia, em Bataguassu; Ressaca, em Bela Vista; Taquaral, em Corumbá; Guanabara, em Amambai; Indaiá IV, em Aquidauana; além de áreas em Sidrolândia, Itaquiraí, Rio Brilhante, Corguinho e Nova Alvorada do Sul.

O Governo Federal afirma que a entrega dos títulos definitivos oferece segurança jurídica às famílias assentadas, formalizando o direito à terra e reduzindo conflitos. Isso proporciona mais estabilidade para a produção, investimento e acesso a políticas públicas. O Assentamento Itamarati, que abrange uma área de 50.081 hectares, é um dos maiores exemplos de reforma agrária do Brasil, reunindo 2.837 famílias.

Os recursos gerados a partir da titulação serão direcionados para a recuperação de estruturas de cooperativas, ampliação da capacidade de armazenamento de grãos, melhoria da infraestrutura hídrica, fortalecimento da agroindustrialização e capacitação, além de contribuir para a sustentabilidade e transição energética.

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