Médico legista preso em operação contra fraudes de exames em Mato Grosso do Sul

Na manhã de hoje, 13 de outubro, a Polícia Científica de Mato Grosso do Sul confirmou a prisão do médico legista Robson Roosvelt Ferreira Aguilar. Ele foi um dos alvos da Operação Auditus, que investiga um esquema de exames falsos em diversos municípios do estado, incluindo Jardim, onde o médico estava lotado e que fica a aproximadamente 236 quilômetros da capital.

A prisão de Robson foi realizada no âmbito da operação, mas a Polícia Científica ressaltou que não está relacionada às suas atividades profissionais na instituição. Em resposta ao ocorrido, a Corregedoria da Polícia Civil instaurou um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) para investigar os fatos envolvendo o médico. O PAD servirá para acompanhar os desdobramentos e as medidas que estão sendo tomadas pelo Grupo Especial de Combate à Corrupção (Gecoc).

A Operação Auditus foi deflagrada pelo Ministério Público do Estado (MPMS) e envolve os grupos de Combate à Corrupção e de Atuação Especial e Repressão ao Crime Organizado (Gaeco), juntamente com a 1ª Promotoria de Justiça da Comarca de Nioaque. O nome da operação, que significa "audição" em latim, foi escolhido para refletir a natureza dos exames auditivos que estavam sendo fraudulentamente simulados como parte do esquema de desvio de recursos.

No decorrer da operação, foram cumpridos 17 mandados, sendo cinco de prisão preventiva e 12 de busca e apreensão. A investigação revelou que não apenas os exames auditivos estavam envolvidos, mas também outros serviços médicos que eram fraudulentos, resultando em desvios significativos de dinheiro público. O esquema foi constatado ao longo de investigações que se intensificaram nos últimos meses.

A Polícia Científica reafirmou seu compromisso em não tolerar desvios de conduta e irregularidades entre seus servidores. A instituição destacou que todos os atos que contrariam a legislação e princípios da administração pública serão rigorosamente apurados. Essa postura é parte do esforço contínuo para garantir a ética e a integridade nas atividades periciais realizadas no estado, além de manifestar sua disposição em cooperar com os órgãos de controle e investigação competentes.

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