A figura importante na construção do Estado, Tarsila Barros de Souza, morreu aos 96 anos. Ela era a única mulher entre as mentes que pensaram a criação dos símbolos oficiais de Mato Grosso do Sul. Com Alzheimer há 16 anos, ela estava no Hospital São Julião em Campo Grande desde seis meses. Ela deixou um legado na formação de artistas e na produção cultural do Estado.
Tarsila integrou o processo de escolha dos símbolos oficiais sul-mato-grossenses durante a divisão do Estado, oficializada pela Lei Complementar nº 31/1977. Natural de Campo Grande, a artista começou a desenvolver seu interesse pela pintura aos 15 anos. Com o apoio da mãe, ela teve aulas com Elga Barone e, posteriormente, com Ignês Corrêa da Costa.
A pintura de uma criança de mãos juntas, exibida na loja Casa Moderna em 1950, foi um marco importante na carreira de Tarsila. Ela se dedicou ao ensino de artes plásticas durante 35 anos, incentivando a formação de novos talentos e fazendo questão de incluir obras de suas alunas em exposições.
As obras de Tarsila foram exibidas em diversos espaços da Capital, além de cidades como Cuiabá, São Paulo, Rio de Janeiro e Ponta Porã. Um de seus trabalhos integra o acervo do Museu de Arte Contemporânea de Mato Grosso do Sul.
A veladora da artista plástica acontecerá das 8h às 14h no cemitério Jardim das Palmeiras, em Campo Grande.





