PL reduz verba para candidatos em MS e prioriza campanha de Flávio Bolsonaro

A executiva nacional do PL decidiu reduzir em 50% os recursos que seriam destinados aos candidatos a deputados estaduais e federais Em Mato Grosso do Sul e em outros estados. Para o estado, o valor inicialmente previsto de R$ 1,4 milhão foi limitado a R$ 700 mil para toda a campanha, exceto em algumas situações específicas, conforme apuração do Correio do Estado.

Além do corte nos valores individuais, houve uma diminuição no montante global reservado ao PL Em Mato Grosso do Sul. Parte dos recursos economizados com as candidaturas proporcionais será realocada para a campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência da República, bem como para as disputas pelo Senado, que também são prioridade para a direção nacional do partido.

Embora a redução de 50% atinja candidatos de outros estados, a aplicação desse corte não será uniforme em todas as campanhas da legenda. Aqueles que buscam a reeleição e os nomes considerados mais competitivos terão um tratamento diferenciado em relação ao financiamento. A direção nacional ainda não anunciou quais unidades da Federação e candidaturas serão afetadas.

No Mato Grosso do Sul, os deputados federais Marcos Pollon e Rodolfo Nogueira não serão impactados pela redução, pois ambos tentarão a reeleição e deverão receber R$ 3 milhões cada um. A confirmação dos valores foi feita pelo presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto. Essa quantia é mais de quatro vezes superior aos R$ 700 mil destinados à maioria dos candidatos, evidenciando a estratégia do partido de concentrar recursos em parlamentares já eleitos e considerados mais competitivos.

Valdemar também afirmou que os candidatos do PL ao Senado receberão valores superiores aos destinados às candidaturas proporcionais, embora os montantes específicos não tenham sido divulgados. A estratégia da legenda visa aumentar sua representação e influência na Câmara dos Deputados a partir de 2027. Em Mato Grosso do Sul, os candidatos ao Senado pela sigla incluem o ex-governador Reinaldo Azambuja e o ex-deputado estadual Capitão Contar, ambos vistos como apostas significativas para a eleição.

O diretório estadual do PL havia solicitado entre R$ 30 milhões e R$ 35 milhões à executiva nacional para o financiamento das campanhas dos candidatos ao Senado e das chapas de deputados federais e estaduais. A previsão foi apresentada em julho por Reinaldo Azambuja, mas o valor aprovado não foi divulgado.

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