Policial militar é assassinado em ataque do PCC em Ladário

Um ataque a uma residência no Bairro Almirante Tamandaré, em Ladário, culminou na morte do policial militar Marcelo Pimenta, de 32 anos. O incidente, que ocorreu durante a noite de terça-feira, envolveu disparos realizados por supostos membros da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC). A ação criminosa visava um integrante da facção que residia na casa alvo dos disparos.

Ao responder ao chamado, Marcelo e outros policiais em patrulhamento foram atingidos pelos tiros disparados pelos criminosos. O policial foi socorrido e levado à Santa Casa de Corumbá, onde não resistiu aos ferimentos. A investigação aponta que o ataque foi motivado por uma disputa interna entre membros do PCC.

O morador da casa onde ocorreu o ataque, que não possui antecedentes criminais, se refugiou em seu veículo blindado durante os disparos. Ele registrou um boletim de ocorrência na Polícia Civil na manhã seguinte ao ataque. Na esteira do evento, um protocolo de segurança foi ativado na fronteira, o que resultou em uma grande mobilização das forças de segurança.

Na madrugada seguinte, dois suspeitos do crime foram capturados nas proximidades da Bolívia. Everton da Silva Viana, de 41 anos, e Rubens Zilio Neto, de 35 anos, foram localizados por uma operação conjunta entre a Polícia Militar e a polícia boliviana. Um terceiro envolvido permanece foragido. Ao todo, mais de 100 policiais foram mobilizados, incluindo unidades do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope), do Batalhão de Choque e do Tático Ostensivo Rodoviário (TOR).

As autoridades também investigam a origem das armas utilizadas no ataque e os antecedentes dos suspeitos, que já têm passagens pela polícia. O comandante da Polícia Militar de Mato Grosso do Sul destacou a determinação da corporação em garantir a segurança da população e lamentou a perda de vida do policial.

O sepultamento de Marcelo Pimenta está agendado para hoje em Corumbá, com honrarias da Polícia Militar. O governo do Estado está oferecendo SUPORTE à família do policial, que deixa uma filha de sete anos. Marcelo sempre sonhou em ser policial militar desde a infância.

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