Os produtores de Mato Grosso do Sul que desejam receber incentivos financeiros por manter áreas de vegetação nativa no Pantanal têm até o dia 30 de abril para se inscrever no programa de Pagamento por Serviços Ambientais (PSA) – subprograma Conservação. Essa prorrogação oferece uma nova oportunidade para que os interessados participem do programa, que visa a preservação do bioma local.
O PSA oferece um pagamento mensal de R$ 55,47 com um teto de até R$ 100 mil por Cadastro de Pessoa Física (CPF), ou R$ 25 mensais para grupos econômicos, permitindo uma renda anual de até R$ 300 mil. Essa iniciativa já estava prevista na Lei Estadual nº 6.160/2023, a chamada Lei do Pantanal, que inclui a preservação ambiental nas atividades rurais.
Pedro Cristofori, coordenador de projetos da Fundação Educacional para o Desenvolvimento Rural (Funar-MS), ligada à Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul (Famasul), destacou a importância da prorrogação como uma chance estratégica para aumentar a participação dos produtores na adoção de práticas sustentáveis e valorização da conservação.
O PSA remunera aqueles que contribuem para a preservação do Pantanal, abrangendo ribeirinhos, produtores rurais e povos originários. O programa foi criado com a implementação da Lei do Pantanal, que será efetivada em 2024, juntamente com o Fundo Clima Pantanal, que visa compensar os produtores pela preservação ambiental acima do exigido.
As propriedades elegíveis serão avaliadas de acordo com critérios como a existência de Reserva Legal, área total de vegetação nativa excedente e a presença de corredores ecológicos. O novo prazo permite que os produtores se informem e garantam sua participação, podendo entrar em contato pelos telefones (67) 99731-9086 ou (67) 3320-9759 para mais informações.






