Professor é sentenciado a 30 anos por feminicídio em Anastácio

Na definição da pena, a Justiça inicialmente estabeleceu 20 anos de reclusão pelo crime de feminicídio. Contudo, após consideração das circunstâncias agravantes e atenuantes, como o motivo torpe e a confissão espontânea, a pena foi ajustada. A decisão final foi de 30 anos de reclusão, levando em conta fatores como a condição de mãe da vítima, a presença de descendente e o uso de asfixia, além de um recurso que dificultou a defesa da vítima.

A condenação por fraude processual resultou em mais seis meses de detenção e 20 dias-multa, devido à tentativa de Edson de manipular a cena do crime, inicialmente tratando a situação como morte natural. A vítima foi encontrada morta em sua residência, localizada na Rua Professora Cleusa Batista, em Anastácio. Após o crime, Edson comunicou aos parentes que Leisa estava mal e que havia chamado um atendimento médico, antes de informar que ela havia falecido por volta de 1h58 da madrugada.

A primeira hipótese levantada foi a de morte natural, já que não havia sinais evidentes de agressão. No entanto, exames periciais realizados posteriormente revelaram lesões no crânio e no abdômen, além de indícios de asfixia, alterando drasticamente o curso das investigações. Com os resultados preliminares do Instituto de Medicina e Odontologia Legal (IMOL), a Polícia Civil intensificou a apuração do caso, levando Edson a confessar o crime, alegando que o ato ocorreu após uma discussão entre o casal.

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