Um levantamento do Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) revela que, apenas nos cinco primeiros meses de 2026, seis prefeituras foram alvo de investigações por suspeitas de corrupção. As ações foram conduzidas pelo Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) e pelo Grupo Especial de Combate à Corrupção (Gecoc), que deflagraram um total de seis OPERAÇÕES, abordando municípios que vão de Terenos a Nova Alvorada do Sul.
As OPERAÇÕES realizadas até o momento incluem a Operação Collusion e a Operação Simulatum, ambas em Terenos; a Operação Cartas Marcadas, que apurou irregularidades em Corguinho e Rio Negro; a Operação Mão Dupla, voltada para desvios em Coronel Sapucaia; a Operação Buraco sem Fim, que investigou Campo Grande; e a Operação Rota Desviada, em Nova Alvorada do Sul. Desde 2025, o MPMS tem intensificado suas ações contra a corrupção, que resultaram na investigação de mais de 10 municípios no ano anterior.
A primeira ação deste ano focou em Terenos, onde duas OPERAÇÕES foram realizadas simultaneamente em janeiro. A Operação Collusion investigou uma organização criminosa envolvida em fraudes a licitações e contratos, enquanto a Operação Simulatum examinou fraudes em contratos de publicidade e locação de equipamentos de som, ambos com vínculos à Câmara Municipal desde 2021. As OPERAÇÕES resultaram na prisão de seis indivíduos e na execução de 30 mandados de busca e apreensão.
Em fevereiro, duas prefeituras foram investigadas, sendo a primeira Campo Grande. A Operação Buraco sem Fim levou à prisão de sete pessoas, incluindo o ex-secretário de Infraestrutura e Serviços Públicos, Rudi Fiorese, e outros servidores da Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos (Sisep). As investigações revelaram que a Construtora Rial não realizou serviços de tapa-buraco pelos quais havia recebido pagamentos por anos.
A mais recente operação foi realizada em Nova Alvorada do Sul, onde foram investigados contratos com a Associação dos Estudantes Universitários de Nova Alvorada do Sul (Aeunas) para o transporte de alunos. O MPMS indicou que os recursos públicos destinados ao transporte de estudantes universitários estavam sendo desviados em benefício de servidores e membros do Poder Legislativo municipal, evidenciando a amplitude das irregularidades apuradas nas prefeituras investigadas.





