Tarifa de Água em SP Aumenta, Mas Governo Minimiza Impacto no Bolso do Consumidor

Após a publicação das novas tabelas de tarifas pela reguladora, o governo de São Paulo se manifestou sobre o reajuste no preço da água. A medida gerou debates, relembrando promessas de campanha eleitoral de que a privatização não resultaria em aumento para o consumidor.

A secretária de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística de São Paulo, explicou que o reajuste de 6,11% reflete a inflação acumulada em 16 meses, desde julho de 2024, quando a empresa foi privatizada.

Com a nova tarifa, o custo residencial passa de R$ 6,01 para R$ 6,40, representando um acréscimo de R$ 0,39 na conta de água.

A secretária argumentou que, caso a empresa permanecesse totalmente sob controle estatal, o aumento seria de 15%. Ela atribui o reajuste à necessidade de investimentos, afirmando que foram destinados R$ 151 bilhões a mais em 2025, sem um aumento real na tarifa. Segundo ela, o modelo regulatório permite que o reajuste seja aplicado somente após a realização dos investimentos.

O governo estadual ainda detém 18% das ações da empresa, o que possibilita a utilização dos lucros do fundo citado pela secretária. De acordo com dados da secretaria, a companhia já investiu R$ 15 bilhões na ampliação do saneamento.

A secretária também assegurou que o reajuste não está relacionado à diminuição dos níveis dos reservatórios e que a situação atual é distinta da crise hídrica de 2014 e 2015.

Ela descartou o risco de racionamento no momento, afirmando que o plano do governo segue no patamar 3, distante do patamar 7, que indicaria racionamento. A secretária ressaltou a antecipação de obras, como a transposição para o Alto Tietê, que integrará a bacia do rio Itapanhaú ao sistema Alto Tietê. Segundo o governo, essa medida aumentará a segurança hídrica, elevando em 17% a disponibilidade de água no reservatório, beneficiando 22 milhões de pessoas.

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