A taxa de desemprego no Brasil no primeiro trimestre de 2026 foi registrada em 6,1%. Este dado representa um aumento em relação ao último trimestre de 2025, que apresentou 5,1%, mas é a menor taxa de desocupação observada para um primeiro trimestre desde 2012, ano em que começou a série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua. No mesmo período do ano anterior, o índice de desemprego foi de 7%. Os números foram divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na última quinta-feira (30) no Rio de Janeiro.
No primeiro trimestre de 2026, 6,6 milhões de pessoas estavam ativamente à procura de emprego, o que representa um aumento de 19,6% em relação ao trimestre anterior, mas uma diminuição de 13% quando comparado ao primeiro trimestre de 2025. No mesmo intervalo, o número de pessoas ocupadas alcançou 102 milhões, o que é 1 milhão a menos do que no último trimestre de 2025, mas 1,5 milhão a mais do que no primeiro trimestre do ano passado.
A coordenadora de pesquisas domiciliares do IBGE, Adriana Beringuy, destacou que o comportamento do mercado de trabalho nesse período é influenciado por características sazonais. Segundo ela, a queda no número de trabalhadores pode ser atribuída a tendências típicas do primeiro trimestre, como a redução das atividades comerciais e o término de contratos temporários em setores como educação e saúde no setor público municipal.
Entre os 10 setores analisados pelo IBGE, nenhum apresentou variação estatisticamente significativa. O número de trabalhadores autônomos permaneceu estável, com 26 milhões de pessoas, embora tenha havido um aumento de 2,4% em comparação ao primeiro trimestre de 2025, o que equivale a 607 mil novos trabalhadores nessa categoria.
A Pnad, que avalia o mercado de trabalho para pessoas a partir de 14 anos, considera como desocupada aquela que efetivamente buscou emprego nos 30 dias anteriores à pesquisa. Para isso, são visitados 211 mil domicílios em todos os estados e no Distrito Federal. A pesquisa é divulgada um dia após a apresentação de outro indicador do mercado de trabalho, o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), que foca apenas nos empregados com carteira assinada. Em março, o Caged registrou um saldo positivo de 228 mil novas vagas formais, resultando em um total de 1,2 milhão de postos de trabalho com carteira assinada criados nos últimos 12 meses.






