A indicação de Hugo Motta (Rep-PB) para uma vaga no Tribunal de Contas da União (TCU) enfrenta obstáculos inesperados, decorrentes de tensões internas no Partido dos Trabalhadores (PT). Gleisi Hoffmann, responsável pelas Relações Institucionais, reuniu-se com Motta na Residência Oficial da Presidência da Câmara, na tentativa de amenizar o conflito.
O foco da discórdia reside na relação entre Motta e o deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ). A promessa da vaga no TCU, que surgiu como contrapartida ao apoio de Motta na disputa pela presidência da Câmara, agora se vê ameaçada pela insatisfação do parlamentar com o comportamento de Farias. Motta expressou a Gleisi Hoffmann que considera as atitudes de Lindbergh um desrespeito à Câmara, como se os acordos firmados entre os líderes da Casa, incluindo o próprio Lindbergh, fossem ignorados.
A insatisfação de Motta se intensificou após a campanha difamatória contra a proposta das prerrogativas e o recurso ao Supremo Tribunal Federal (STF). A vaga em questão é a do ministro Aroldo Cedraz, que se aposentará compulsoriamente em fevereiro, ao completar 75 anos.




