A empresária Luiza Trajano criticou duramente as taxas de juros no Brasil, classificando-as como “muito altas” e “sem cabimento”. A declaração foi feita durante a 6ª reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico Social e Sustentável (CDESS), onde a empresária expressou sua preocupação com o impacto dos juros elevados, especialmente para as pequenas e micro empresas.
Trajano também aproveitou a ocasião para defender medidas do setor privado no combate à violência contra a mulher. A empresária compartilhou a experiência de sua empresa, mencionando o caso de uma funcionária vítima de feminicídio há dez anos e as ações implementadas desde então para evitar que tragédias como essa se repitam.
“Há 10 anos, mesmo trabalhando, o Magalu perdeu uma gerente de uma loja de um shopping que tinha 17 anos de carreira, 37 anos. Fiquei muito mal. Nós nos unimos, empresas, homens, mulheres e famílias e falamos que nunca mais o Magazine Luiza ia perder uma mulher. E há 10 anos não perdemos”, disse a empresária. Trajano enfatizou a importância de os empresários se envolverem ativamente nessa causa, criando um movimento de proteção às mulheres. “Em briga de marido e mulher, ninguém mete a colher, mas o Magalu vai meter”, afirmou.
Além das críticas aos juros e do apelo contra a violência de gênero, Luiza Trajano elogiou o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, pelas medidas de taxação das apostas eletrônicas. Segundo ela, as pessoas mais simples são as que mais sofrem com o endividamento promovido por essas apostas, chegando a recorrer a agiotas.
A empresária também aproveitou o momento para pedir que as pessoas parem de “falar mal do Brasil” e destaquem os pontos positivos do país. Seu discurso foi recebido com uma salva de palmas de cerca de 30 segundos pelos presentes.






