O Ministério da Saúde anunciou um termo de compromisso de transferência de tecnologia com a farmacêutica Merck Sharp & Dohme (MSD) para a produção do medicamento oncológico pembrolizumabe, conhecido comercialmente como Keytruda. A iniciativa visa ampliar o uso da terapia no Sistema Único de Saúde (SUS), onde já é utilizada no tratamento de melanoma.
O pembrolizumabe é uma imunoterapia que reativa células de defesa do paciente, fortalecendo a resposta imunológica contra o câncer. Além do tratamento de melanoma, a utilização do medicamento para câncer de mama, pulmão, esôfago e colo do útero está sendo analisada pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec).
Esta cooperação segue o modelo de Parceria para o Desenvolvimento Produtivo (PDP) e envolve o Instituto Butantan, que, ao longo de 10 anos, terá a responsabilidade de desenvolver a capacidade produtiva do medicamento no Brasil. A secretária de Ciência, Tecnologia e Inovação, Fernanda De Negri, destacou a importância dessa parceria para o acesso ao tratamento.
Durante o evento de oficialização, também foi anunciada a criação da primeira encomenda tecnológica voltada ao combate de doenças que afetam populações vulneráveis, como hanseníase e tuberculose. O ministério firmou um acordo com a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) para viabilizar a iniciativa, que deve ser lançada em 2026.






