Mato Grosso do Sul caminha para mais uma eleição ao governo sem candidatas femininas

A presença feminina nas disputas pelo cargo de governador de Mato Grosso do Sul permanece limitada ao sexo masculino. Desde a criação do Estado, em 1977, apenas quatro mulheres concorreram ao cargo máximo do Executivo sul-mato-grossense, mas nenhuma delas foi eleita governadora.

Apenas o pleito de 2002 voltou a ter uma mulher como candidata à cadeira de chefe do Executivo estadual, a então deputada federal Marisa Serrano (PSDB). Ela teve o melhor desempenho feminino, chegando ao segundo turno contra o então governador Zeca do PT, que acabou reeleito.

O histórico revela um padrão persistente: embora as mulheres sejam a maioria do eleitorado, sua presença nas disputas pelo governo do Estado ainda é reduzida e, em geral, com menor estrutura política.

O desafio agora é transformar essa participação crescente em competitividade real, abrindo caminho para que Mato Grosso do Sul eleja, pela primeira vez, uma governadora.

No único caso em que há uma mulher na chapa majoritária, ela aparece como pré-candidata a vice-governadora: a ex-vice-governadora Rose Modesto (União Brasil) está na chapa encabeçada por Fábio Trad (PT).

O cenário reflete um problema estrutural no Estado: baixa presença feminina nos cargos políticos e sub-representação em praticamente todas as esferas.

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