Amaury de Sousa Rocha, de 38 anos, foi preso em Santa Cruz de la Sierra, Bolívia, enquanto utilizava documentos falsificados sob o nome de Christiano M. da Cruz Menezes. O homem, que é investigado por sua associação à facção criminosa PCC, possui um mandado de prisão em aberto por roubo e receptação no Brasil. A abordagem ocorreu no dia 23 de abril, quando ele tentou evitar a fiscalização de uma equipe da Estación Policial Integral Los Tusequis.
O suspeito foi interceptado enquanto dirigia um veículo com vidros escuros na avenida Pedro Vélez, em uma área residencial da cidade. Durante a verificação, ele apresentou documentos brasileiros e uma autorização de residência na Bolívia, o que levantou suspeitas nos policiais. Posteriormente, Amaury foi levado a uma unidade policial para que suas digitais fossem conferidas e para que informações fossem trocadas com a Polícia Federal do Brasil.
Após a consulta em banco de dados internacional, os agentes descobriram que ele era, na verdade, Amaury de Sousa Rocha e que havia um mandado de prisão expedido contra ele. O processo judicial que ele enfrenta é da 2ª Vara Criminal da Comarca de Ribeirão das Neves, localizada a cerca de 35 km de Belo Horizonte, Minas Gerais. A colaboração entre as autoridades bolivianas e brasileiras permitiu que o trâmite para a expulsão de Amaury fosse concluído em menos de 24 horas.
Na sexta-feira, 24 de abril, ele foi transferido para a fronteira entre Puerto Quijarro e Corumbá, onde foi entregue à Polícia Federal. A captura foi resultado de uma operação da Interpol da Polícia Boliviana, que contou com ações de cooperação policial e troca de informações entre os dois países. A Polícia Federal informou que o detido é considerado um membro de organização criminosa e era procurado pela Justiça de Minas Gerais, enfrentando acusações de receptação, roubo e roubo qualificado.
De acordo com a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública de Minas Gerais, Amaury já havia sido preso anteriormente, em 2019, no município de Paraopeba. Além dos crimes que resultaram na prisão atual, existem outras investigações em andamento relacionadas ao tráfico de drogas. Em um recurso apresentado ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) em 2024, a pena imposta a ele foi de 18 anos e oito meses de reclusão. Os procedimentos legais estão sendo seguidos, e ele permanecerá à disposição da Justiça.






