Na última sexta-feira (24), o Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPE) confirmou a condenação de Guilherme Martins Lima, apelidado de 'Alemãozinho', a 18 anos e 8 meses de reclusão em regime fechado, em decorrência do assassinato de Wilver Sander de Souza, conhecido como 'Corumbá'. O homicídio ocorreu em abril de 2025, em meio a uma disputa territorial relacionada ao tráfico de drogas na Orla Ferroviária, localizada em Campo Grande.
O crime foi executado de forma premeditada. Guilherme Martins disparou contra Wilver Sander, atingindo-o na cabeça, enquanto a vítima não tinha chances de defesa. Após o ato, o réu fugiu utilizando um carro de aplicativo. Durante o julgamento, o Promotor de Justiça João Augusto Arfeli Panucci sustentou que a ação foi intencional e que o motivo do crime era torpe, relacionado ao controle de território no tráfico de drogas. O Conselho de Sentença do MPE concordou com essa análise, reconhecendo a gravidade da situação.
Além da pena de prisão, a sentença impôs um valor de R$ 10 mil a ser pago aos familiares da vítima como reparação por danos morais. A decisão também estabeleceu que Guilherme Martins não poderia recorrer em liberdade, uma vez que ele estava detido desde julho de 2025. O crime ocorreu em um momento em que ele buscava se afirmar no tráfico na região central, o que culminou na execução de Wilver Sander.
Relembrando os detalhes do crime, no dia 5 de abril de 2025, Guilherme Martins se dirigiu à Orla Ferroviária, armando-se antes de efetuar os disparos por volta das 21h40. A análise da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) revelou que as câmeras de segurança da área capturaram o momento em que Wilver Sander foi alvejado sem qualquer possibilidade de reação. Após o crime, Guilherme Martins se encontrou com uma mulher e uma criança, e os três deixaram a cena em um carro de aplicativo.
As investigações indicaram que Guilherme Martins, oriundo da região de Amambai, tinha planos de expandir seu domínio no tráfico de drogas, o que resultou em conflitos com a vítima, que não aceitou abrir mão de seu espaço no local. Além do homicídio, as apurações mostraram que ele possuía duas armas, além daquela utilizada para cometer o assassinato, que eram empregadas em roubos e outras atividades criminosas na região.
Os policiais, ao cumprirem mandados de busca e apreensão, encontraram em sua residência, na época de sua prisão, duas armas de fogo, uma pistola, munições, máscaras, luvas, além de substâncias entorpecentes como maconha, pasta base e cocaína. Guilherme Martins confessou ter cometido o homicídio, alegando que a vítima estava atrapalhando seus negócios e justificou a posse das armas como uma medida de autodefesa, alegando pertencer a uma facção criminosa em conflito com rivais. Ele ainda mencionou que a mulher que o acompanhava era uma amiga, que ele levou como uma forma de se disfarçar após o crime, tentando evitar a atenção das autoridades.






