Senador Nelsinho Trad propõe declaração de persona non grata a conselheiro de Trump após

O Senador Nelsinho Trad, do PSD, manifestou sua indignação neste sábado (25) em relação às declarações consideradas "inaceitáveis" por parte de Paolo Zampolli, conselheiro político de Donald Trump. As ofensas foram dirigidas a mulheres brasileiras e ocorreram em uma entrevista à emissora italiana RAI, na última quinta-feira (23). Trad, que preside a Comissão de Relações Exteriores do Senado Federal, anunciou que irá propor ao colegiado que Zampolli seja declarado persona non grata no Brasil. Além disso, ele exigiu uma retratação pública com um pedido formal de desculpas.

As declarações de Zampolli, que envolviam comentários misóginos e xenófobos, foram proferidas ao se referir à sua ex-esposa, a modelo brasileira Amanda Ungaro. O senador Trad destacou a importância de não aceitar ataques contra as mulheres brasileiras, enfatizando que elas são "trabalhadoras, honradas e merecem respeito". Para Trad, a reação institucional é fundamental não apenas para responder às ofensas, mas também para reafirmar os valores essenciais de respeito e dignidade.

No âmbito do Senado, o parlamentar formalizou um requerimento para que um voto de repúdio às declarações de Zampolli seja inserido em ata, com base no Regimento Interno da Casa. Trad argumentou que as falas do conselheiro têm um caráter "ofensivo, discriminatório e incompatível com os direitos fundamentais", além de configurarem uma violação à honra e à imagem das mulheres brasileiras.

Na justificativa do requerimento, o senador ressaltou que manifestações desse tipo ultrapassam o âmbito pessoal e têm um impacto direto nas relações diplomáticas. Ele destacou que discursos discriminatórios podem fragilizar relações internacionais, reforçar estereótipos e contrariar princípios estabelecidos em tratados internacionais e na legislação brasileira, como a igualdade de gênero e a não discriminação.

O documento apresentado por Trad também expressa solidariedade às mulheres brasileiras e reafirma o compromisso com a promoção da dignidade humana. O senador argumentou que a normalização de discursos ofensivos e discriminatórios no cenário global é inadmissível e que é necessário garantir relações internacionais sustentáveis e cooperativas, baseadas em respeito, igualdade e dignidade humana. Esse ato visa fortalecer a posição das mulheres brasileiras e combater qualquer tentativa de desqualificação ou estigmatização. A declaração foi registrada na Sala das Sessões no dia 25 de abril de 2026.

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