O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, anunciou na última sexta-feira, 8, em Brasília, que o Programa Luz Para Todos será expandido para atender até 233 mil novas famílias. A iniciativa visa focar em comunidades remotas da Amazônia e no uso produtivo da energia, que poderá gerar renda para os beneficiários. As mudanças no programa incluem a implementação de novos critérios técnicos e um monitoramento mais eficaz dos resultados, além de dar prioridade a famílias em situação de vulnerabilidade social e a iniciativas como cozinhas comunitárias e bioeconomia.
Silveira ressaltou que a principal novidade do programa é a possibilidade de utilização produtiva da energia, uma demanda antiga das comunidades locais. “O programa terá um novo alcance. Atenderá cerca de 230 mil novas famílias. Vai poder levar a energia com mais força”, afirmou o ministro durante o evento. Ele também destacou que a iniciativa beneficiará produtores rurais, permitindo a utilização de novos equipamentos elétricos que podem aprimorar a rotina produtiva, como o exemplo de moer açaí.
O evento contou com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do diretor-geral da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), Sandoval Feitosa. Durante a cerimônia, foi oficializada a renovação dos contratos de concessão de 14 distribuidoras de Energia Elétrica do País, totalizando agora 16 concessionárias com prorrogação na prestação de serviço por mais 30 anos. Esta renovação é vista como um passo importante para destravar investimentos significativos no setor.
O montante total dos investimentos, previstos para os próximos cinco anos, deve alcançar R$ 130 bilhões. A presidente da Associação Brasileira de Distribuidores de Energia Elétrica (Abradee), Patricia Audi, informou que 99,6% das distribuidoras estão representadas pela entidade, que conta com 42 associadas. Audi também destacou que o setor de distribuição tem planos de investimento que podem atingir até R$ 235 bilhões até 2029.
Essas iniciativas visam não apenas a expansão do acesso à Energia Elétrica, mas também um desenvolvimento econômico mais sustentável para as comunidades atendidas, levando em conta a importância da energia como motor para a geração de renda e o fortalecimento da agricultura local.






