Campo Grande investiga caso suspeito de hantavírus em paciente

Na terça-feira (12), a Secretaria Estadual de Saúde (SES) de Mato Grosso do Sul informou que um caso suspeito de hantavírus está em investigação na cidade de Campo Grande. O paciente deu entrada na unidade de saúde com diagnóstico inicial de leptospirose. No entanto, o protocolo de saúde determina que sejam realizados exames para outras doenças que apresentam sintomas parecidos, como a hantavirose.

Ainda não foram divulgadas informações sobre a identidade do paciente ou se houve viagem recente para fora de Mato Grosso do Sul ou do Brasil. A SES destacou que, de 2015 a 2026, foram notificados 107 casos suspeitos de hantavírus no estado, dos quais apenas sete foram confirmados. O último caso confirmado ocorreu em 2019, com os demais registros concentrados em Corumbá e na capital.

De acordo com Larissa Domingues Castilho, superintendente de Vigilância em Saúde da SES, o estado mantém uma estrutura contínua de preparação e resposta a doenças que possam impactar a saúde pública. Ela ressaltou que Mato Grosso do Sul adota protocolos alinhados às diretrizes do Ministério da Saúde, envolvendo ações integradas de vigilância epidemiológica e monitoramento laboratorial.

Os sintomas iniciais da hantavirose incluem febre, dores musculares, dor abdominal, cansaço intenso, náuseas e vômitos. Em casos mais graves, a doença pode evoluir rapidamente, causando comprometimento pulmonar e cardiovascular, o que requer atendimento médico imediato.

Para prevenir a infecção, as autoridades recomendam evitar o acúmulo de lixo e entulhos, além de armazenar alimentos em recipientes fechados. É importante vedar frestas em residências e depósitos e realizar a limpeza de ambientes apenas após ventilação adequada. A orientação é não varrer áreas com sinais de roedores, utilizando pano úmido e desinfetante para evitar aerossóis contaminados.

A transmissão do hantavírus ocorre principalmente pela inalação de aerossóis provenientes da urina, fezes e saliva de roedores infectados. Embora raras, também foram registradas outras formas de transmissão, como por lesões na pele ou mordidas de roedores, além de casos ocasionais de transmissão entre pessoas, como observado na Argentina e no Chile.

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