Cerca de 70 mil famílias em MS superam pobreza e encerram benefícios do Bolsa Família

No mês de maio de 2023, mais de 2,4 mil famílias em Mato Grosso do Sul deixaram de ser beneficiárias do programa Bolsa Família, conforme informações do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social. Desde março deste ano, o total de famílias que não necessitam mais do benefício atingiu 69,5 mil, um marco significativo na luta contra a pobreza no estado. Atualmente, 184,8 mil pessoas ainda estão cadastradas no programa, que oferece um valor mínimo de R$ 600, que pode ultrapassar R$ 1 mil dependendo das condicionalidades relacionadas à situação familiar, como o número de crianças em idade escolar e de bebês na casa.

O motivo para a saída de tantas famílias do Bolsa Família está ligado à conquista de empregos formais ou ao empreendedorismo, o que resultou em uma renda que supera os limites da Regra de Proteção. Essa regra estabelece que as famílias podem continuar a receber parte do benefício, mesmo após ultrapassarem o limite de R$ 218 por pessoa, desde que a renda per capita permaneça abaixo de R$ 706 durante um período de até 12 meses.

Somente em Campo Grande, 623 lares deixaram o programa no mês passado. As cidades que seguem essa tendência incluem Dourados (163), Ponta Porã (90), Três Lagoas (89) e Corumbá (84). Outras cidades, como Naviraí (72), Sidrolândia (66), Aquidauana (58), Aparecida do Taboado (57) e Amambaí (55), também figuram entre os dez municípios com mais famílias que conseguiram superar a pobreza e, consequentemente, deixaram o Bolsa Família.

No cenário nacional, mais de 5,1 milhões de famílias deixaram o Bolsa Família entre março de 2023 e maio de 2026, após aumentarem sua renda. Os destaques nesse processo se concentram em estados como São Paulo, que registrou 745,6 mil saídas, seguido pelo Distrito Federal (546 mil), Bahia (487,6 mil), Minas Gerais (430,2 mil) e Rio de Janeiro (393,7 mil).

Na análise das capitais, São Paulo lidera o número de desligamentos por aumento de renda em maio de 2026, com 7.312 famílias, seguido por Rio de Janeiro (4.387), Fortaleza (3.790), Salvador (3.095) e Brasília (1.896).

Wellington Dias, ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, enfatizou que o novo modelo do Bolsa Família tem incentivado a inserção no mercado de trabalho. Ele destacou que 5,1 milhões de famílias saíram da pobreza desde 2023, elevando sua renda através de empregos formais ou iniciativas empreendedoras. Dados do Caged, em conjunto com o Cadastro Único, indicam que 80% das vagas de emprego com carteira assinada criadas no primeiro trimestre de 2026 foram ocupadas por indivíduos inscritos no CadÚnico.

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