A ponte que atravessa o Rio Paraguai, localizada na BR-262, em Corumbá, passará a operar em meia pista a partir desta sexta-feira (12) devido ao início das obras de recuperação da estrutura. Durante o andamento dos trabalhos, está previsto que ocorram interdições totais a cada três semanas, afetando a única rodovia asfaltada que conecta Corumbá e Ladário ao resto do Estado.
O investimento na obra ultrapassa R$ 11,7 milhões e será realizado pela Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos (Agesul), em cooperação técnica com o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT). A Agesul informou que as interdições ocorrerão preferencialmente aos finais de semana e durante a noite. A população será notificada com antecedência sobre essas interrupções, permitindo que os usuários se programem.
Para informar sobre as interdições, serão instaladas faixas e painéis de LED em pontos estratégicos, como na entrada de Miranda, no acesso ao Lampião Aceso, no Anel de Corumbá, nas proximidades da antiga praça de pedágio e na entrada de Porto Esperança. Essa medida visa alertar os motoristas com antecedência, organizar o fluxo de veículos e garantir a segurança durante a execução das obras.
O secretário de Estado de Infraestrutura e Logística, Guilherme Alcântara de Carvalho, ressaltou que a obra foi planejada para minimizar os impactos aos usuários, priorizando a segurança. Ele afirmou que o projeto visa uma recuperação completa da estrutura, utilizando soluções definitivas e tecnologia adequada, enfatizando a importância da ponte para Corumbá e para toda a região do Pantanal.
A ponte, que foi pedagiada durante 14 anos com a justificativa de que a cobrança serviria para manutenção, teve a tarifa encerrada em setembro de 2022. Mesmo assim, a estrutura continua sob a responsabilidade da concessionária, que arrecadou aproximadamente R$ 430 milhões durante o período de concessão, que teve início em dezembro de 2008.
Em 2017, a Porto Morrinho, responsável pela operação, conseguiu uma redução de 61% na taxa de repasse do valor da outorga. Inicialmente, o contrato estipulava que 35% do faturamento bruto arrecadado com as tarifas deveria ser repassado ao Estado, mas, após a renegociação, esse percentual caiu para 13,7%. Em 2022, caso a concessionária tivesse que repassar 35% dos R$ 2,6 milhões arrecadados mensalmente, o valor seria de R$ 910 mil. Após a repactuação, esse montante reduziu para R$ 355 mil mensais.






