A Câmara de Vereadores de Dourados anunciou o encerramento das atividades do Ceari (Comitê Emergencial de Mobilização e Apoio à Reserva Indígena) por meio de uma portaria publicada no Diário Oficial do município no dia 14. A decisão foi motivada pela ‘cessação da situação emergencial que motivou a instituição do Comitê’ e pela conclusão dos trabalhos de arrecadação, mobilização e encaminhamento de donativos.
O documento oficial também aprova o relatório final das atividades realizadas e a prestação de contas que foi elaborada. O Ceari foi criado pela Portaria nº 020/2026, que passou a valer a partir de sua publicação em março deste ano. A formação do Comitê ocorreu em resposta aos efeitos da epidemia de Febre Chikungunya, que afetou severamente as comunidades indígenas, consideradas entre as mais vulneráveis.
Durante a fase crítica da epidemia, a Casa de Leis promoveu uma reunião institucional que destacou a urgência de uma mobilização coordenada para oferecer apoio humanitário às aldeias. Através do Ceari, o legislativo local organizou as ações de mobilização social, além da arrecadação e envio de donativos às aldeias.
Os itens arrecadados incluíram água potável, bebidas isotônicas, repelentes e alimentos de consumo rápido, essenciais para o atendimento às necessidades básicas das comunidades. Dados recentes da prefeitura indicam que foram notificados 3,1 mil casos de Chikungunya entre os indígenas, com 2,2 mil confirmações, 838 descartes e 58 casos em investigação.
Neste ano, a epidemia resultou em 17 mortes, das quais 11 pertenciam a moradores das aldeias. O encerramento do Ceari marca o fim de uma etapa de intervenção emergencial, que buscou minimizar os impactos da doença nas populações mais afetadas.






