Roberto Rakuk Filho, popularmente conhecido como Neno Razuk, foi detido na Bolívia neste domingo, dia 2, depois de permanecer mais de um mês foragido. A prisão do ex-deputado estadual se deu em cumprimento a uma ordem solicitada pelo Grupo de Atuação Especial De Repressão ao Crime Organizado (Gaeco), vinculado ao Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS).
De acordo com informações preliminares, Neno Razuk foi abordado por autoridades policiais locais, momento em que apresentou sua Carteira Nacional de Habilitação (CNH). Em 24 de julho, ele foi incluído na lista vermelha da Organização Internacional de Polícia Criminal (Interpol), após suspeitas de que teria deixado o Brasil. O pedido para sua inclusão na lista foi feito pelo MPMS e enviado à Polícia Federal, sob a determinação do juiz José Henrique Kaster Franco, responsável pela 4ª Vara Criminal de Campo Grande.
A lista vermelha da Interpol serve para notificar as autoridades policiais de diversos países sobre a existência de uma ordem de prisão, facilitando a localização de fugitivos. A reportagem buscou contato com o advogado de Neno Razuk, mas não obteve retorno até o fechamento desta edição.
Neno Razuk é um dos réus na Operação Successione, que investiga uma organização criminosa envolvida na exploração ilegal do jogo do bicho em Mato Grosso do Sul. Em uma denúncia apresentada pelo MPMS, o ex-deputado, junto com familiares e outros envolvidos, é acusado de participar de uma estrutura criminosa que teria atuado na exploração de jogos de azar no estado.
No total, 20 pessoas foram denunciadas na quarta fase da Operação Successione. Além de Neno, estão entre os acusados o pai e os irmãos do ex-parlamentar. A acusação afirma que o grupo utilizou uma estrutura armada e cometeu outros crimes para garantir seu domínio na exploração da contravenção no estado.





