João Jazbik Neto é novamente preso em investigação sobre a morte da esposa

O cardiologista João Jazbik Neto, de 78 anos, foi preso novamente em Campo Grande, quase três meses após a morte de sua esposa, a fisioterapeuta Fabiola Marcotti, de 51 anos. A prisão preventiva foi determinada pelo juiz Aluizio Pereira dos Santos, da 2ª Vara do Tribunal do Júri, e ocorreu na tarde desta sexta-feira (14). A investigação que envolve o caso está sendo conduzida pela Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam), que reclassificou a morte de Fabiola como um possível feminicídio.

Fabiola foi encontrada morta em sua residência, localizada na região da Chácara dos Poderes, em 18 de maio. Inicialmente, a versão apresentada era de que ela teria cometido suicídio. No entanto, a apuração revelou elementos que levantaram suspeitas sobre a veracidade dessa versão. A polícia, ao realizar a investigação, encontrou armas sem a documentação apropriada na propriedade, levando à prisão de João nos primeiros dias do inquérito, sob a acusação de posse irregular de armamento e tentativa de alterar a cena do crime.

Após sua detenção, João ficou preso por um período, mas foi liberado em 23 de maio, após a concessão de habeas corpus pela Justiça. Desde então, ele estava sob monitoramento eletrônico. A defesa do cardiologista, representada pelo advogado José Belga Trad, afirmou que a prisão preventiva é “descabida” e que tomará medidas para reverter a decisão judicial.

A morte de Fabiola ocorreu após um disparo na cabeça, e João, ao acionar as autoridades, alegou que sua esposa teria tirado a própria vida. Contudo, com a evolução das investigações, a Deam passou a investigar o caso sob a hipótese de feminicídio, o que resultou na nova prisão do cardiologista. A defesa reiterou a inocência de João, sustentando que ele não teve participação na morte da esposa.

Este novo desdobramento no caso marca uma etapa significativa da investigação, que continua a buscar esclarecer os fatos ocorridos na noite da morte de Fabiola. As circunstâncias em torno do incidente permanecem sob análise, e a Deam segue empenhada em reunir todas as provas necessárias para elucidar o caso.

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