Acesso ao Corredor Bioceânico no Brasil será finalizado um ano após a ponte

A construção da Ponte da Bioceânica, que ligará Carmelo Peralta, no Paraguai, a Porto Murtinho, no Brasil, está em fase avançada. O governo paraguaio planeja concluir a obra até setembro deste ano, com mais de 90% da estrutura já pronta. O investimento na construção, que teve início em janeiro de 2022, é de US$ 100 milhões, provenientes da margem paraguaia da Itaipu Binacional. O encontro estrutural entre as margens está previsto para o final de maio, com um acesso pavimentado de 3,8 quilômetros sendo construído para conectar a ponte à rodovia PY-15, parte da Rota Bioceânica.

Por outro lado, o Brasil estima que o acesso rodoviário à ponte e o Centro Unificado de Fronteira Brasil-Paraguai, localizado em Mato Grosso do Sul, só estarão prontos em dezembro de 2027. O cronograma do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) indica um descompasso superior a um ano entre a finalização da ponte e a conclusão da infraestrutura necessária para interligar-se à Rota Bioceânica. As obras brasileiras começaram em setembro de 2024, com um investimento aproximado de R$ 500 milhões para a construção de um trecho de 13,1 quilômetros que conectará a BR-267 à nova ponte.

Os trabalhos de infraestrutura no Brasil ainda não foram iniciados, pois o projeto está passando por adaptações para atender às novas demandas das instituições de controle de fronteira. O DNIT é responsável pela construção das edificações, pavimentação e do pátio do Centro Aduaneiro, que ainda não foram iniciados. As intervenções até o momento incluem a limpeza da faixa de domínio e a instalação de estruturas de apoio como canteiro de obras e central de concretagem.

A Ponte da Bioceânica é uma parte crucial do Corredor Bioceânico, também conhecido como Rota de Integração Latino-Americana (RILA) ou Corredor Rodoviário de Capricórnio. Esse corredor terá mais de 3.200 quilômetros de extensão, conectando os oceanos Atlântico e Pacífico através do Brasil, Paraguai, Argentina e Chile. Porto Murtinho, em Mato Grosso do Sul, será a porta de entrada da rota no Brasil. A expectativa é que essa nova via se torne uma importante alternativa para o escoamento de produtos e importação de mercadorias entre a América do Sul e mercados asiáticos, com potencial para reduzir em até 30% os custos logísticos e acelerar em até 15 dias o tempo de transporte em comparação às rotas marítimas convencionais, como a do Canal do Panamá.

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