A pré-candidata ao Senado por São Paulo, Simone Tebet (PSB), manifestou sua oposição ao modelo de escolas CÍVICO-militares, descrevendo-o como um "método fascista". A declaração foi feita durante um encontro do movimento "Direitos Já!", realizado nesta segunda-feira (25) na capital paulista.
As escolas CÍVICO-militares são uma modalidade de ensino público que envolve a gestão compartilhada entre educadores civis e militares, geralmente oriundos da reserva ou policiais militares. Enquanto os professores mantêm a responsabilidade sobre o ensino e o currículo, os militares se encarregam da organização e disciplina, além de oferecer suporte administrativo.
Em sua fala, Tebet destacou que, embora não haja objeção à existência de escolas militares específicas, a implementação de uma educação MILITAR nas instituições públicas deve ser evitada. "Esse é o método fascista de se fazer política. […] Não há nenhum problema de se ter ESCOLA MILITAR específica. Sempre teve. Isso é uma democracia, a gente não quer impedir isso", afirmou a pré-candidata.
Na cidade de Campo Grande, no estado de Mato Grosso do Sul (MS), existem diversas instituições de ensino que adotam esse formato. Entre elas estão a ESCOLA Estadual Prof. Alberto Elpídio Ferreira Dias, o Colégio MILITAR de Campo Grande e a ESCOLA CÍVICO MILITAR Major Alberto Rodrigues da Costa (MARC). Além de Campo Grande, outras cidades como Dourados, Corumbá, Três Lagoas, Ponta Porã, Naviraí e Aquidauana também contam com unidades desse tipo.
As escolas CÍVICO-militares se diferenciam das escolas militares por manterem a administração pública comum, mas com a inclusão de uma gestão MILITAR. Os professores e coordenadores pedagógicos permanecem civis, mas as instituições costumam adotar regras mais rigorosas relacionadas a uniformes, comportamento e horários. Os alunos são obrigados a usar um uniforme padronizado, que inclui camiseta ou camisa, calça ou saia, e calçados específicos, além de seguir diretrizes sobre a aparência, como cabelo curto para meninos e preso para meninas, restrições a maquiagem excessiva e proibições de acessórios chamativos.
A discussão em torno desse modelo de educação tem gerado polêmica e divisões entre diferentes setores da sociedade, refletindo debates mais amplos sobre os rumos da educação pública no país.






