CANSAÇO persistente, dores pelo corpo, alterações de sensibilidade e até mudanças na visão. Sintomas aparentemente comuns, muitas vezes associados à rotina intensa, ao estresse ou à sobrecarga emocional, podem esconder doenças mais complexas: as chamadas doenças autoimunes.
Essas condições, em que o sistema imunológico passa a atacar o próprio organismo, afetam milhões de pessoas em todo o mundo e têm maior incidência entre mulheres. Estimativas de entidades médicas internacionais apontam que entre 5% e 8% da população mundial convive com algum tipo de doença autoimune.
O cenário é ainda mais significativo no público feminino, que concentra a maioria dos casos e apresenta risco até quatro vezes maior de desenvolver essas doenças, especialmente entre os 30 e 40 anos. Além da predisposição biológica, especialistas alertam para um fator cultural e comportamental que contribui para esse cenário: a tendência de muitas mulheres de normalizar sintomas.
Fadiga constante, dores musculares e indisposição são frequentemente atribuídas ao acúmulo de tarefas, ao trabalho, à maternidade ou ao estresse cotidiano. Esse comportamento pode atrasar a busca por atendimento médico e, consequentemente, o diagnóstico correto.
Segundo a reumatologista Ana Cristina Boni Lenci, o início das doenças autoimunes costuma ser marcado por sintomas inespecíficos, o que dificulta o reconhecimento imediato. “Observamos com frequência no consultório que SINAIS como fadiga, febre e dores no corpo acabam sendo atribuídos ao estresse ou à sobrecarga da rotina. Com isso, o paciente demora a buscar ajuda e, quando o faz, nem sempre é encaminhado ao especialista adequado,”
O diagnóstico PRECOCE é fundamental para o controle dos sintomas e melhorar a qualidade de vida dos pacientes. Tratamentos adequados podem reduzir a atividade da doença, prevenir complicações e permitir uma rotina próxima do normal.






