A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) determinou, na última sexta-feira (24), a proibição da fabricação, distribuição, comercialização e utilização de uma série de cosméticos que operam de maneira irregular em todo o Brasil. As medidas foram publicadas no DOU (Diário Oficial da União) e abrangem produtos que vão desde perfumes árabes, que se tornaram populares nas redes sociais, até alisantes capilares e shampoos com irregularidades na fabricação e rotulagem.
Entre os itens cuja comercialização foi proibida está o Perfume Árabe Lattafa Asad 100ml Eau de Parfum Masculino, cuja fabricação é atribuída a um fabricante desconhecido. Esse produto é parte da categoria dos populares "perfumes árabes", que conquistaram visibilidade recentemente através das redes sociais e plataformas de vendas online. Além dele, a Anvisa também vetou o Amazon Therapy Supreme Mask, utilizado para alisamento capilar, também com fabricante indeterminado, e o Titanium 2 Escova Semidefinitiva, da marca Titanium Liss Hair Cosmetic.
A lista de produtos banidos inclui ainda todos os itens fabricados pela empresa Flora Amazônica Cosmética-ME, de Célia Regina Pinto Mar (CNPJ 17.636.980/0001-16), devido a problemas na regularização sanitária. Outro cosmético que teve a venda vetada é a Cúrcuma Longa Bio Tintura Livealoe, produzida pela Bio Cerrado Fitoterápico Produtos Naturais Indústria e Comércio Ltda. A Pasta Modeladora Loca, fabricada pela Luso Comércio e Indústria de Cosméticos Ltda-ME, também foi incluída na proibição.
A Anvisa identificou diversas irregularidades em produtos fabricados pela Esplendor Indústria de Cosméticos Ltda., levando à proibição de itens como Shampoo Lovely Reparação Total Merli e Shampoo Lovely Manutenção da Cor Merli, que apresentavam fórmulas diferentes das aprovadas. Outros itens vetados são Zero Dor – Diamond, por falta de regularização sanitária; Shampoo Reposição Carbono, Essenza Hair Diamond, Óleo Marrocos – Prime e BB Cream Keratina, por problemas semelhantes. Ademais, a Anvisa ordenou a apreensão de todos os lotes do Profuse Nitrel Suavizante Balm, após a Aché Laboratórios Farmacêuticos S.A. afirmar desconhecer a fabricação do produto, que estava sendo comercializado com rótulos e características distintas das originais.
As proibições foram motivadas pela ausência de registro sanitário, regularização inadequada, fabricação por empresas não identificadas, alterações nas fórmulas autorizadas, problemas de rotulagem e indícios de falsificação. Com a publicação das resoluções, esses produtos não podem mais ser fabricados, distribuídos, comercializados, divulgados ou utilizados em território nacional. As determinações foram formalizadas nas Resoluções RE nº 2.896/2026, RE nº 2.897/2026, RE nº 2.898/2026, RE nº 2.899/2026 e RE nº 2.902/2026, todas publicadas no Diário Oficial da União nesta sexta-feira (24).






