O eucalipto trouxe rentabilidade para uma terra arenosa que quase não tinha valor, avalia Júnior Ramires, presidente da Reflore/MS (Associação Sul-Mato-Grossense de Produtores e Consumidores de Florestas Plantadas).
O pai dele foi um dos pioneiros. Empresário do ramo de automóveis, ele aproveitou um benefício fiscal na década de 70 para investir na madeira nativa da Austrália.
O programa dava 50% de isenção no imposto de renda para quem investisse em áreas que precisavam de crescimento econômico e geração de renda.
Para Júnior, que hoje toca a plantação da família em Ribas do Rio Pardo, a atividade deu tão certo em Mato Grosso do Sul pela boa adaptação ao clima e grande extensão de terra pra o plantio das florestas — que atraiu e continua atraindo indústrias de celulose.
Com a procura pelo eucalipto, cresceu o interesse dos produtores em participar do processo lucrativo.
“Hoje, as pessoas me procuram lá na Reflore pra saber como arrendar a terra pra floresta”, diz o presidente.

Segundo ele, muitos proprietários rurais acabam cedendo parte menos produtiva das fazendas para eucalipto, podendo diversificar a produção e garantir uma renda fixa. Além disso, o benefício é mútuo porque a indústria não precisa dispor de seu capital para adquirir terras.
Ele estima que cerca de 80% das florestas estão em áreas que são arrendadas de produtores.
Para o futuro, ele crê que a atividade vai crescer ainda mais em Mato Grosso do Sul com a chegada de novas indústrias de celulose e aumento da área plantadas.
Mas alerta que, para isso ocorrer, serão necessários investimentos públicos em logísticas e programas para atração de mão de obra.
Este é um corte do podcast Agro de Primeira MS.
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