Ausência de médicos gera reclamações na UPA Universitário durante horário de almoço

Na tarde desta terça-feira (23), a UPA (Unidade de Pronto Atendimento) Universitário em Campo Grande foi palco de reclamações de pacientes devido à falta de médicos. Um vídeo gravado por Bruna Barbosa, de 28 anos, mostra a situação preocupante, com consultórios vazios ou trancados, enquanto adultos e crianças esperavam por atendimento.

Bruna chegou à unidade às 9h com sua filha de cinco anos, que apresentava um sangramento no ouvido. A escala de atendimento divulgada na unidade indicava a presença de três pediatras e cinco clínicos gerais entre 7h e 13h. No entanto, segundo a mãe, nenhum médico estava disponível durante o horário de almoço. Funcionários informaram que apenas dois pediatras estavam atendendo no local.

A gravação de Bruna mostra-a tentando abrir as portas dos consultórios e chamando pelos profissionais, mas sem obter resposta. No vídeo, é possível ver várias crianças passando mal, com uma delas apresentando sintomas graves de asma. "Havia várias crianças em situação complicada e a informação era de que apenas dois pediatras estavam atendendo, com um intervalo de 45 minutos entre as chamadas", relatou Bruna.

Após a espera, uma médica explicou que a demora no atendimento estava relacionada a problemas de energia e instabilidade no sistema da unidade. Ela mencionou que, devido a essas falhas, até mesmo a visualização de exames de raio-X precisava ser feita em uma sala específica, pois as imagens não apareciam nos computadores dos consultórios.

Bruna também obteve informações sobre a escala de médicos, que indicava a presença de três pediatras, mas apenas dois estavam realizando atendimentos, já que um estava na emergência. A mãe destacou que, dos cinco pediatras que deveriam estar disponíveis, dois faltaram, comprometendo o atendimento. Sua filha foi atendida apenas às 13h30, ou seja, cinco horas e meia após a chegada à UPA.

A reportagem buscou contato com a Prefeitura de Campo Grande para esclarecer a situação e verificar se a escala médica estava sendo cumprida na UPA Universitário. Até o fechamento desta matéria, não houve retorno da administração municipal, mas o espaço permanece aberto para manifestação.

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