Um homem de 49 anos, identificado como Joilson Souza de Oliveira, conhecido pelo vulgo "Chacal", faleceu após um confronto com equipes do Batalhão de Polícia Militar de Choque (BPMChoque) durante a Operação Jovem Guerreiro, em Corumbá. As forças policiais estavam em busca de um indivíduo que havia rompido a tornozeleira eletrônica e estaria ligado a crimes recentes. Durante a ação, os militares encontraram o suspeito nos fundos de uma residência, onde ele estava armado e desobedeceu às ordens para depor o revólver, mantendo-se em posição de confronto. Após a troca de tiros, os policiais desarmaram Joilson e o transportaram para o Hospital de Corumbá, mas ele não sobreviveu aos ferimentos.
Com essa morte, o número de óbitos decorrentes de intervenções legais de agentes do Estado em 2026 chega a 75, sendo julho o mês mais letal, com 15 mortes registradas, conforme dados da Secretaria Estadual de Justiça e Segurança Pública. Durante a operação, foram apreendidos um revólver calibre .38 municiado, além de significativas porções de entorpecentes e materiais relacionados ao tráfico de drogas. Também foi encontrada uma tornozeleira eletrônica rompida, que pertencia ao filho de Chacal, que também está sob monitoramento eletrônico.
Uma testemunha presente na residência relatou que havia ido ao local para consumir entorpecentes com Joilson. A Perícia Criminal foi acionada e realizou os levantamentos necessários, encaminhando todo o material apreendido às autoridades competentes. Joilson possuía uma extensa ficha criminal, com registros de delitos entre 2007 e 2025, incluindo três crimes de tráfico de drogas, seis de furto, entre outros.
A Operação Jovem Guerreiro foi nomeada em homenagem ao policial militar Marcelo Pimenta da Silva, que foi assassinado com um tiro de fuzil em Corumbá enquanto perseguia criminosos na noite de 30 de junho. O objetivo da operação é intensificar o combate ao crime organizado nas regiões de Corumbá e Ladário. Com a morte de Joilson, a operação contabiliza seis óbitos. Os demais suspeitos mortos nas ações são Everton da Silva Viana, Rubens Zilio Neto, Luis David Justiniano Flores, Alixberto Vasquez Corrales, conhecido como "Coiote", e Marlon de Souza Silva. Além dos confrontos, a operação resultou no cumprimento de dezenas de mandados de prisão e apreensão de armas e drogas.






