Nos primeiros dez dias de outubro, Campo Grande registrou um número alarmante de assassinatos, totalizando seis homicídios até a manhã de ontem. Esse índice é equivalente ao que foi observado em toda a faixa de fronteira de Mato Grosso do Sul com Paraguai e Bolívia, onde também ocorreram seis mortes. Os dados foram fornecidos pela Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) e revelam que a violência Na Capital já se aproxima das estatísticas do mês de junho do ano passado, que teve sete assassinatos.
Esse fenômeno é especialmente notável, uma vez que a região de fronteira é frequentemente considerada a mais perigosa do estado, marcada por disputas entre facções criminosas que lutam pelo controle das rotas de tráfico de drogas. Além disso, os seis homicídios em Campo Grande superam as estatísticas da maioria dos 79 municípios de Mato Grosso do Sul, atingindo um número que reflete a gravidade da situação Na Capital.
A faixa de fronteira, conforme definida pela Sejusp, inclui cidades como Amambai, Coronel Sapucaia, Dourados e Ponta Porã, entre outras. Apesar da fama de insegurança nessa região, os dados atuais mostram que Campo Grande não apenas acompanha, mas iguala os índices de violência observados em 44 municípios, mais da metade do total no estado.
Os recentes assassinatos Na Capital estão relacionados principalmente a brigas pessoais e acertos de contas, refletindo uma dinâmica de violência que não se limita às áreas periféricas, mas se estende também ao centro da cidade. Entre a noite de terça-feira e a madrugada de ontem, dois homens foram mortos em diferentes bairros de Campo Grande, o que demonstra a crescente preocupação com a segurança pública.
O primeiro caso ocorreu no Jardim Tijuca, onde um homem foi atacado por um grupo que invadiu sua casa durante uma discussão. A vítima, identificada como Tiago Robson Reis, foi ferida com uma faca e, apesar de ter tentado se defender, não sobreviveu ao ataque. O grupo envolvido no crime fugiu em um veículo Volkswagen Gol, aumentando a sensação de impunidade e insegurança Na Capital.
Na mesma manhã em que esses eventos ocorreram, a violência na faixa de fronteira também se intensificou. Um empresário que estava internado desde o dia 2, após ser metralhado em sua residência, faleceu, elevando para seis o número de mortes registradas na região fronteiriça apenas neste mês. Essa série de eventos evidencia a urgência de ações efetivas para enfrentar a escalada da violência tanto em Campo Grande quanto nas áreas limítrofes do estado.






