Cúpula da COP30 Marcada por Ausências e Críticas a Lula

A reunião que antecedeu os debates técnicos da COP30 foi marcada por ausências notáveis de líderes do Mercosul e do Brics, gerando questionamentos sobre o impacto diplomático da cúpula. A ausência dos presidentes dos países do Mercosul, especialmente durante a presidência rotativa de Lula no organismo, levantou suspeitas de boicote, com a Argentina sendo apontada como possível articuladora.

A falta de representantes dos países do Brics também foi sentida. Diplomatas especulam que o isolamento de Lula pode ser um sinal de alinhamento com possíveis políticas futuras. Nomes como Xi Jinping (China), Vladimir Putin (Rússia), Narendra Modi (Índia) e Matamela Ramaphosa (África do Sul) não compareceram ao evento. Nem mesmo Yamandú Orsi, do Uruguai, compareceu.

Em paralelo, Lula lançou o Fundo Florestas Tropicais para Sempre (TFFF), enquanto o Fundo Amazônia, criado em 2008, recebeu doações da Suíça e da Irlanda este ano, totalizando R$4,5 bilhões em 17 anos. O TFFF é visto como uma versão do Acordo de Paris, que prometia US$100 bilhões anuais, mas não se concretizou. Indonésia, França, Portugal, Noruega e Brasil manifestaram apoio ao TFFF. O governo brasileiro prometeu US$1 bilhão ao fundo.

O cenário político também é influenciado pela discussão sobre tarifas e pela participação de Lula na Celac, em vez de priorizar os interesses do Brasil. No Congresso, crescem os pedidos de impeachment contra um ministro do STF. Enquanto isso, um projeto antiterrorismo ganha apoio para classificar facções criminosas como organizações terroristas.

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