Expansão do Minha Casa, Minha Vida impulsiona mercado imobiliário em MS

A recente ampliação das faixas de renda e dos limites de financiamento do programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV) promete gerar um novo ciclo de crescimento no mercado imobiliário de Mato Grosso do Sul. Esta mudança, que passou a valer nesta semana, foi regulamentada pelo Ministério das Cidades e é vista como uma oportunidade para aumentar a demanda e acelerar as vendas no setor da construção civil.

Com as alterações, o teto de renda da faixa 4 foi elevado para R$ 13 mil mensais, enquanto o valor máximo dos imóveis financiados nesta categoria pode chegar a R$ 600 mil. Já na faixa 3, o novo limite de financiamento é de R$ 400 mil. Instituições financeiras, como a Caixa e o Banco do Brasil, já estão operando sob essas novas condições.

Roberto da Cunha, presidente do Conselho Regional de Corretores de Imóveis de Mato Grosso do Sul (Creci-MS), destaca que a ampliação das faixas de renda deve atrair um público maior para o programa. Ele observa que isso permitirá que famílias que antes não tinham acesso ao MCMV agora possam adquirir imóveis, especialmente em Campo Grande, onde a demanda é mais expressiva.

Entre 2023 e 2025, foram contratadas 31,2 mil unidades habitacionais no estado, totalizando investimentos de R$ 4,68 bilhões. Apenas no primeiro trimestre deste ano, Campo Grande registrou o lançamento de 572 unidades dentro do programa, consolidando o MCMV como um motor para a construção civil local. Com a introdução da faixa 4, o mercado imobiliário ganha um novo impulso, atendendo a um público com maior capacidade de compra.

Gustavo Shiota, presidente da Associação das Construtoras de Mato Grosso do Sul (Acomasul), reforça a ideia de que o programa agora atende uma classe média produtiva, possibilitando acesso a crédito com juros mais baixos. Ele comenta que o estado está em um período de atração populacional, o que demanda soluções habitacionais adequadas.

A avaliação sobre os novos tetos de financiamento é de que eles estão em sintonia com a realidade do mercado local. Campo Grande, com sua vasta disponibilidade de áreas e empreendimentos diversos, pode atender a diferentes perfis de consumidores, que agora se tornam mais exigentes em relação a localização, acabamento e estrutura dos condomínios.

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