Durante uma agenda pública no Distrito Federal, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) comentou sobre a recente ação judicial do Parlamento Europeu contra o Acordo Mercosul-União Europeia. Para Lula, essa iniciativa é resultado de "gente ciumenta" que não reconhece a qualidade dos produtos brasileiros. Ele expressou otimismo em relação ao futuro do acordo, destacando a necessidade de convencer o judiciário europeu sobre os benefícios do pacto.
Lula afirmou que, apesar do recurso do Parlamento Europeu na justiça da União Europeia, as negociações devem continuar. "O que é importante é que a gente consiga convencer também a União Europeia que isso é coisa de gente ciumenta que não conhece a qualidade do Brasil e que a gente não quer destruir o produto deles", declarou o presidente.
O presidente também aproveitou o momento para ressaltar a relevância da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) no contexto global, sugerindo uma reavaliação de seu papel com o acordo em vigor. Essa consideração surge em um momento em que o Brasil busca ampliar sua presença e influência no mercado internacional, especialmente no setor agropecuário.
Em sua fala, Lula não deixou de criticar a postura do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmando que enquanto o norte-americano se dedica a "fazer guerra", o Brasil tem como objetivo apoiar países africanos na área agropecuária. Essa comparação reflete a intenção do governo brasileiro de se posicionar como um parceiro no desenvolvimento sustentável e na cooperação internacional.
O evento que Lula participou, intitulado Feira Brasil na Mesa, ocorre até o dia 25 e é promovido pela Embrapa Cerrados, na região administrativa de Planaltina, no Distrito Federal. A feira tem como objetivo apresentar inovações, produtos e experiências relacionadas à Pesquisa Agropecuária brasileira, ressaltando a importância desse setor para o desenvolvimento econômico do país.






