Mato Grosso do Sul inicia vacinação contra chikungunya para conter avanço da doença

O governador de Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel, destacou a importância da vacinação como uma estratégia eficaz para conter a chikungunya no estado. Ele ressaltou que a alta adesão da população às campanhas vacinais tem sido um fator positivo. O estado foi incluído em um projeto piloto de vacinação contra a doença, promovido pelo Ministério da Saúde, recebendo até o momento 20 mil doses do imunizante, que serão distribuídas em Dourados e Itaporã.

Mato Grosso do Sul se destaca no cenário nacional, ocupando o primeiro lugar em cobertura vacinal, com uma taxa de 98,3% nas vacinas consideradas essenciais. Riedel expressou satisfação com os resultados da vacinação contra a dengue, que alcançou 223.322 doses aplicadas na população-alvo. O estado recebeu 241.030 doses do Ministério da Saúde, resultando em 147.123 aplicações da primeira dose e 88.420 da segunda, com um esquema vacinal que requer duas doses, com intervalo de três meses.

A imunização é recomendada para crianças e adolescentes de 10 a 14 anos, faixa etária que apresenta o maior número de hospitalizações por dengue. O governador acredita que a experiência de Mato Grosso do Sul na cobertura vacinal irá gerar um impacto significativo na proteção da população contra a chikungunya, que tem um padrão de proliferação semelhante ao da dengue.

A vacinação contra a chikungunya será inicialmente realizada em Dourados e Itaporã, como parte de um plano de ação do governo estadual para conter o avanço da doença, que já atinge 63 dos 79 municípios do estado. Riedel enfatizou a continuidade dos esforços, que incluem identificação precoce de casos graves, manejo da dor e encaminhamento para hospitais.

Além disso, o governo mobiliza a Defesa Civil para apoio logístico e organização das ações de combate. O plano inclui capacitações técnicas para agentes de controle de endemias, com 50 agentes indígenas, e o apoio do Exército em visitas domiciliares, eliminação de criadouros e aplicação de inseticidas. Para intensificar as ações, foram enviados 150 bombas costais e 50 caminhonetes aos municípios, além de limpeza em áreas de aldeias indígenas, onde foram retiradas 10 toneladas de lixo, focos do mosquito Aedes aegypti.

A Secretaria Estadual de Saúde (SES) reforçou que o combate à chikungunya requer a colaboração da população, ressaltando que a eliminação de criadouros do mosquito é a principal medida de prevenção. A participação ativa dos cidadãos é fundamental para reduzir a transmissão da doença.

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