Operação da Polícia Federal mira gabinete da vice-prefeita de Campo Grande

Na manhã desta terça-feira (25), a Polícia Federal (PF) esteve na Secretaria de Assistência Social (SAS), localizada na rua Venâncio Borges do Nascimento, Jardim TV Morena, em Campo Grande. O alvo da ação foi o gabinete da vice-prefeita Camila Nascimento. Os policiais chegaram nas primeiras horas do dia e adentraram o prédio, chamando a atenção de transeuntes devido à presença de viaturas no estacionamento.

Até o momento, a PF não divulgou oficialmente os motivos da operação, mas informou que uma nota à imprensa será emitida nas próximas horas. Além do gabinete da vice-prefeita, foram apreendidos computadores do Instituto Municipal de Previdência de Campo Grande (IMPCG), instituição que Camila Nascimento comandava anteriormente.

Durante sua gestão no IMPCG, a vice-prefeita foi responsável pela aplicação de R$ 1,2 milhão no Banco Master, desconsiderando a opinião de muitos Servidores Públicos da área da educação e odontólogos. Embora o Instituto tenha anunciado um investimento total de R$ 3,7 milhões, apenas uma parte desse valor foi efetivamente aplicada.

A assessoria da SAS confirmou a execução do mandado de busca, esclarecendo que a operação não está relacionada ao atual Executivo municipal, mas sim ao período em que Camila Nascimento esteve à frente do IMPCG. É importante lembrar que o Banco Master teve sua liquidação extrajudicial decretada em novembro do ano anterior, resultando em um rombo significativo para diversos municípios devido a aplicações de fundos de pensão na instituição, associada ao nome de Daniel Vorcaro.

Em agosto de 2024, o Correio do Estado já havia abordado os riscos envolvidos nas aplicações do IMPCG no Banco Master, questionando Camila Nascimento durante um evento em que ela se nomeava candidata a vice-prefeita na chapa de Adriane Lopes (PP). Na ocasião, a vice-prefeita tinha anunciado um investimento de R$ 3,7 milhões, apesar de críticas de sindicalistas.

Após a repercussão dos escândalos envolvendo o Banco Master, uma reunião foi convocada na Casa de Leis por representantes do IMPCG e vereadores, onde foram discutidas estratégias para recuperar os prejuízos causados pela liquidação extrajudicial. O atual presidente do IMPCG, Marcos Tabosa, que assumiu o cargo em fevereiro de 2025, mencionou que o Banco Master era reconhecido pelo Ministério da Previdência e classificado como de risco "médio para cima" por uma das três maiores empresas do mundo especializadas em classificação de risco, a Fitch Ratings.

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